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Gateway CAN Para Ethernet com RS-232 e RS-485 em Caixa Metal

Leandro Roisenberg

Introdução: O que é o gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica e por que importa

O gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica da ICP DAS é um conversor/protocolo-gateway industrial projetado para integrar barramentos seriais e CAN a redes Ethernet/IIoT. Desde o primeiro parágrafo, ressaltamos que este equipamento atende requisitos de CAN, RS-232, RS-485, Ethernet, Modbus TCP e pode atuar como ponte para protocolos IIoT como MQTT e OPC UA, tornando-o ideal para sistemas de automação, utilities e aplicações de telemetria. A presença de uma caixa metálica garante blindagem EMC e robustez mecânica em ambientes industriais.

Tecnicamente, o dispositivo converte frames CAN para pacotes Ethernet ou encapsula dados seriais em Modbus TCP/RTU-over-TCP, mantendo integridade de temporização e priorização de mensagens. Ele também oferece recursos de gestão de rede (IP estático/DHCP), segurança básica (autenticação de firmware) e interfaces físicas robustas para integração com PLCs, RTUs, medidores e ECUs. Para ambientes regulados e exigentes, segue recomendações de EMC (ex.: IEC 61000-6-2 / IEC 61000-6-4) e práticas de segurança de rede (referência IEC 62443 para segurança industrial).

Este artigo, voltado a engenheiros de automação, integradores e compradores técnicos, foca em especificações, guias de instalação, integração com SCADA/IIoT e estudos de caso práticos. Ao longo do texto usaremos termos técnicos (PFC, MTBF, isolação galvanicamente, transceiver CAN, terminadores, baud rate) e fornecerei tabelas detalhadas para seleção e projeto. Para aprofundar em tópicos correlatos, consulte também artigos do blog da LRI sobre IIoT e integração industrial: https://blog.lri.com.br/ e https://blog.lri.com.br/industria-4-0.

Definição técnica do gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

Tecnicamente, o gateway é um equipamento de borda com um transceiver CAN (com suporte a CAN 2.0A/2.0B até 1 Mbps), interfaces seriais RS-232 (TX/RX, nível ±12V) e RS-485 (differential, half/full-duplex com até 115.2 kbps), e uma porta Ethernet 10/100Base-TX com conector RJ45. A caixa metálica oferece blindagem e pode incluir flanges para montagem DIN-rail com massa para aterramento. O equipamento implementa buffers de hardware, filas de prioridades e timestamping de frames para manter determinismo na conversão de protocolos.

Funcionalmente, o dispositivo atua como: (1) gateway de protocolo (mapeia mensagens CAN para registradores Modbus TCP/RTU ou para tópicos MQTT), (2) concentrador serial (expõe portas RS-232/485 via socket TCP), e (3) nó de borda com capacidade de pre-processamento de dados (filtragem, agregação, formato JSON). Recursos típicos incluem isolamento galvanicamente entre portas, watchdogs internos, e suporte a atualização de firmware via TFTP/HTTP/firmware tool — todos críticos para compliance e manutenção.

Do ponto de vista de engenharia, parâmetros como MTBF (ex.: 200.000 horas), tolerância térmica (-40 a 75 °C typical), consumo máximo e níveis de isolação (por exemplo 3 kV galvanic isolation entre serial/ethernet e alimentação) são determinantes para arquitetura de disponibilidade. Atenda também normas de segurança e EMC na seleção do equipamento — por exemplo, verifique conformidade CE, RoHS e, para ambientes críticos, compatibilidades adicionais conforme IEC 62368-1 quando aplicável.

Cenário de uso e problemas que resolve

O gateway resolve o problema clássico de fragmentação de protocolos em plantas industriais: dispositivos legacy em CAN ou serial não falam nativamente com sistemas SCADA/ERP baseados em Ethernet. Ao promover a conversão determinística entre esses mundos, elimina a necessidade de gateways proprietários caros e reduz o tempo de integração. Ele também mitiga a falta de visibilidade de dados embarcados em ECUs e sensores, expondo métricas para IIoT e analytics.

Em projetos remotos ou de telemetria, o gateway atua como concentrador local que permite centralizar logs, aplicar compressão/filtragem e garantir retransmissão segura via TLS/MQTT ou túnel VPN. Problemas típicos como ruído elétrico, loop de terra e perda de sincronismo são tratados por isolamento, terminação adequada do CAN/RS-485 e opções de configuração de baud/timeout. Para aplicações críticas, a robustez da caixa metálica e o isolamento acrescentam confiabilidade frente a interferência e descargas eletrostáticas (ESD).

Finalmente, o gateway facilita migrações tecnológicas: permite que uma frota de dispositivos legacy continue operando enquanto dados convergem para plataformas modernas de SCADA, IIoT ou cloud analytics. Para aplicações que exigem essa robustez, a série gateway CAN→Ethernet da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações detalhadas na página do produto: https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/gateway-can-para-ethernet-com-1-can-bus-1-rs-232-1-rs-485-e-1-ethernet-caixa-metal. Para guias práticos de integração e casos de uso relacionados, veja também nosso conteúdo técnico no blog: https://blog.lri.com.br/.

Principais aplicações e setores atendidos pelo gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

Este gateway atende múltiplos setores: manufatura (linhas automatizadas), utilities (medição e automação de subestações), energia renovável (monitoramento de inversores e baterias), transporte (telemetria veicular e ECU data logging) e edifícios inteligentes (integração de sensores legacy a BMS/IIoT). Cada setor exige requisitos específicos de latência, segurança, e conformidade regulatória; o gateway oferece configurações para atender esses requisitos sem redesign de campo.

Nas linhas de produção, ele integra CANopen/DeviceNet/SAE J1939 com redes de controle Ethernet e SCADA, reduzindo o tempo de integração e permitindo dashboards em tempo real. Em utilities e energia, é usado para coletar dados de medidores RS-485 e CAN-enabled devices para concentradores RTU, exportando via Modbus TCP a sistemas de supervisão. No transporte, captura mensagens CAN com timestamp e as encaminha para servidores remotos para telemetria e análise de performance.

Na camada IIoT e em edifícios inteligentes, o equipamento possibilita modernização sem substituição do parque instalado: sensores e controladores seriais passam a alimentar plataformas MQTT/REST, permitindo monitoramento remoto, manutenção preditiva e integração com BMS. Para aplicações específicas de alto risco e regulamentadas, recomenda-se validar requisitos de certificação (por exemplo, normas de segurança elétrica aplicáveis).

Indústria de manufatura e automação

Na manufatura, o gateway conecta controladores e ECUs baseados em CAN a sistemas Ethernet/SCADA, expondo variáveis de processo via Modbus TCP ou OPC. Isso permite consolidar dados em historiadores, otimizar OEE e automatizar alarmes. A capacidade de timestamping e de filtrar frames reduz tráfego desnecessário e mantém a latência aceitável para supervisão.

Use o gateway para integrar sensores de torque, encoders e PLCs CAN a redes MES sem reescrever firmware dos equipamentos finais. Boas práticas incluem definir terminadores CAN, configurar resistores de bias e ajustar baud rates para minimizar erros de bit. Em ambientes com alta EMI, a caixa metálica e aterramento adequado são essenciais para reduzir falhas intermitentes.

Ao projetar a solução, calcule os requisitos de MTBF, planos de redundância de rede (redundância física ou VLANs) e estratégia de backups de configuração. O gateway suporta atualizações de firmware e logs que facilitam troubleshooting, reduzindo MTTR e custo de manutenção.

Energia, renováveis e gestão de redes elétricas

Em parques eólicos e solares, muitos inversores e controladores usam RS-485 ou CAN para telemetria. O gateway agrega esses fluxos em um ponto de borda e os encaminha via Ethernet para SCADA ou cloud. A isolação galvânica e certificações EMC são críticas para instalações próximas a transformadores e linhas de média tensão.

Para subestações e medição inteligente, o dispositivo pode mapear registradores Modbus de medidores RS-485 e encapsular dados para Modbus TCP ou MQTT, permitindo integração com sistemas de gestão de rede e plataformas de analytics. Recomenda-se seguir normas de qualidade de energia e proteção elétrica ao instalar (p.ex. aterramento, proteção contra surtos).

Em projetos de utilities, a conformidade com normas como IEC 61850 (quando aplicável em gateways com suporte a MMS/GOOSE) e requisitos de cibersegurança (IEC 62443) devem ser avaliados. O gateway oferece uma ponte costeira entre equipamentos de campo e arquiteturas modernas de supervisão.

Transporte, veículos comerciais e telemetria

No setor de transporte, o equipamento captura frames CAN (p.ex. SAE J1939) de ECUs e sensores e transmite para servidores de telemetria através de redes móveis ou backbone Ethernet do veículo. Isso permite rastreamento, análise de eficiência de combustível e diagnóstico em tempo real.

Implementações típicas incluem ingestão com timestamp, agregação local (edge analytics) e uso de MQTT/TLS para transmissão segura ao cloud. A capacidade de operar em faixas de temperatura estendidas e a robustez mecânica da caixa metálica são requisitos de projeto para veículos pesados e ambientes vibratórios.

Para projetos embarcados, atenção ao dimensionamento de buffers, latência de rede e políticas de retransmissão. O uso de watchdogs e monitoramento de integridade via logs melhora a disponibilidade do serviço.

Edifícios inteligentes, IoT e facility management

Em BMS e facility management, muitos sensores legados usam RS-232/485. O gateway permite conectar esses dispositivos a plataformas IIoT e BMS modernos, expondo dados via MQTT/REST e permitindo automação e dashboards centralizados. Isso facilita modernização e redução de custos operacionais.

Projetos de edifícios exigem integração com políticas de segurança de TI, segmentação de rede (VLANs) e autenticação. O gateway suporta atribuição de IP estático ou DHCP, configuração de portas e mapeamento de tags para sistemas superiores, facilitando integração sem alterar dispositivos de campo.

Para facility management, agregação de dados locais reduz tráfego de rede e permite ações imediatas (p.ex. desligamento de grupos de cargas) com mínima latência. A robustez física evita falhas por ruído elétrico típico em instalações comerciais.

Especificações técnicas detalhadas para gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

Abaixo uma visão consolidada das especificações essenciais para seleção e projeto do gateway. As tolerâncias e unidades estão explicitadas e referências de firmware estão indicadas para controle de compatibilidade e atualização.

Tabela: Interfaces e protocolos suportados (CAN, RS-232, RS-485, Ethernet)

Interface Padrão elétrico Taxa de comunicação Protocolos suportados
CAN ISO 11898 (transceiver), até 1 Mbps 10 kbps – 1 Mbps CAN 2.0A/2.0B, J1939, CANopen (mapeamento)
RS-232 ±12 V, DB9/terminal up to 115.2 kbps Protocolo serial bruto, RTU (via encapsulamento)
RS-485 Differential, 2/4-wire, isolation up to 115.2 kbps Modbus RTU, ASCII, custom RTU
Ethernet 10/100Base-TX, RJ45 10/100 Mbps Modbus TCP, HTTP, MQTT, OPC UA (via gateway)

Firmware referência: FW v1.2.x (compatibilidade e changelog disponíveis no suporte ICP DAS). Buffering: FIFO por porta de 64–1024 frames (configurável).

Tabela: Alimentação, consumo e ambiente operacional

Parâmetro Valor Unidade/Notas
Tensão de alimentação 9–36 VDC tolerância ±10%
Consumo máximo 3.5 W variação conforme tráfego
Faixa de temperatura -40 a +75 °C operação contínua
Umidade 10–95% RH sem condensação
Isolação 3 kV DC entre portas seriais/ethernet e alimentação

Prazo de vida/MTBF estimado: ~200.000 horas (condições típicas). Grau de proteção: IP20; caixa metálica com opções de montagem DIN-rail.

Tabela: Desempenho, segurança e certificações (certificações, EMC)

Item Especificação Observações
Latência típica 2–50 ms dependendo de fila e mapeamento
Segurança TLS 1.2 (opcional), senha para UI recomenda-se firewall/VPN
Logs/diagnóstico Syslog, LEDs, SNMP (opcional) para auditoria e troubleshooting
EMC IEC 61000-6-2 / IEC 61000-6-4 compatibilidade industrial
Certificações CE, RoHS verificar modelos específicos para UL

Inclui mecanismo de atualização de firmware (TFTP/HTTP), backup/restore de configuração e suporte a autenticação básica. Para segurança avançada, implemente segmentação de rede e políticas de acesso.

Tabela: Dimensões, montagem e materiais

Item Valor Unidade/Notas
Dimensões 120 x 85 x 35 mm exemplo para caixa metálica compacta
Peso ~420 g varia conforme opções
Material Aço com pintura industrial blindagem EMI
Montagem DIN-rail / parafuso fixação em painel ou trilho
Conectores Terminal block, RJ45, DB9 facilitação de manutenção

Inclua tolerâncias mecânicas ±1–2 mm e referências para esquemas de furação no datasheet do fabricante. Verifique disponibilidades de modelos com blindagem extra ou conectores M12 para ambientes IP mais elevados.

Importância, benefícios e diferenciais do produto gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

A escolha de um gateway industrial apropriado reduz tempo de integração, diminui custo total de propriedade e aumenta visibilidade operacional. Medições práticas mostram redução do tempo de comissionamento em até 40% quando se usa um equipamento com mapeamento nativo de protocolos, filtros e ferramentas integradas de diagnóstico. O retorno se dá via menores MTTR, menos visitas de campo e dados de qualidade para analytics.

Diferenciais técnicos da ICP DAS incluem robustez industrial (caixa metálica, isolamento), firmware com mapeamento flexível de protocolos, e suporte técnico local. Recursos como timestamping, filas configuráveis e suporte a MQTT com TLS oferecem vantagens claras frente a conversores simples que apenas “passam bytes”. A conformidade com normas EMC e opções de certificação tornam o produto aplicável em ambientes regulados.

Para cálculo de ROI, inclua custos de equipamento, engenharia de integração, downtime evitado e economia de cabeamento/recursos. Modelos ICP DAS apresentam ciclos de vida longos e atualizações de firmware que prolongam a utilidade do ativo — um fator importante para planejamento CAPEX/OPEX em planta.

Benefícios operacionais mensuráveis

  • Redução do tempo de integração e comissionamento (ex.: 30–40%).
  • Diminuição de chamadas de manutenção e falhas por ruído (menos NTF).
  • Aumento da qualidade de dados para análises preditivas e KPIs.

Métricas recomendadas: latência fim-a-fim, taxa de perda de pacotes, disponibilidade (% Uptime) e MTTR.

Diferenciais técnicos da ICP DAS

  • Firmware com mapeamento Modbus/JSON/MQTT e suporte a scripts embarcados.
  • Blindagem e isolamento galvanicamente entre portas para proteção contra sobretensões.
  • Suporte técnico regional e atualizações constantes de firmware.

ROI, manutenção e ciclo de vida

Ao estimar ROI, contabilize economia em integração, menores falhas e ganhos de eficiência. Planos de manutenção incluem backups regulares de configuração, verificação de firmware e inspeção de conectores/terminadores.

Guia prático de instalação e configuração do gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

A instalação requer planejamento: verifique compatibilidade elétrica, plano de aterramento, e presença de terminação CAN/RS-485. Tenha ferramentas (multímetro, decapador, crimpadora) e materiais (cabos blindados, resistores de terminação 120 Ω) preparados. Antes de desligar equipamentos, documente endereços, baud rates e mapeamentos esperados.

Monte a caixa metálica em trilho DIN ou painel, conecte a alimentação (9–36 VDC) com proteção contra inversão de polaridade e assegure aterramento adequado à carcaça. Observe dissipação térmica; evite ambientes com acúmulo de calor e permita circulação de ar. Utilize proteções contra surtos elétricos em locais sujeitos a transientes.

Para a parte de firmware, faça backup da configuração original, aplique atualizações recomendadas e documente a versão (ex.: FW v1.2.x). Configure IP (DHCP ou estático), ajuste timeouts de serial e mapeamentos Modbus/MQTT conforme necessidade. Realize testes com ping, captura de tráfego e verificação de LEDs.

Preparação e checklist antes da instalação

  • Verificar especificações elétricas dos dispositivos de campo.
  • Preparar cabos blindados e terminação 120 Ω para CAN/RS-485.
  • Confirmar versão de firmware e ferramentas de configuração.

Passo a passo: montagem mecânica e alimentação

  • Fixar em DIN-rail, conectar aterramento, aplicar alimentação 9–36 VDC.
  • Confirmar LEDs de status e ausência de vibração excessiva.
  • Registrar número de série e FW.

Conexão CAN, RS-232 e RS-485: esquema de cabeamento

  • CAN: A/B com terminador 120 Ω nas extremidades; não usar bias duplicado.
  • RS-485: A/B, par diferencial; considerar terminação e fail-safe resistors.
  • RS-232: RX/TX cruzados e GND comum; evitar longas distâncias sem repetidores.

Configuração de endereço IP, máscara e gateway (IP, DHCP, Modbus TCP)

Configure IP estático para dispositivos de infraestrutura crítica; use DHCP para instalações com gerenciamento central quando aplicável. Para Modbus TCP, mapeie registradores com offset definido e defina política de polling para evitar overload (poll interval >= 200 ms para múltiplos dispositivos). Use VLANs e QoS para priorizar tráfego industrial.

Atualização de firmware e backup de configuração

Use conexões seguras (HTTPS/TFTP) quando disponível; mantenha logs de atualização e versões. Faça backup antes do upgrade e valide rollback procedure. Registre checksum do firmware para evitar corrupção.

Procedimentos de verificação e diagnóstico inicial

  • Testes básicos: ping, traceroute, acesso à UI e leitura de registradores.
  • Captura de tráfego (Wireshark) para validar encapsulamento CAN→TCP.
  • Verificação de LEDs, syslog e counters de erro nas portas seriais.

Integração com sistemas SCADA e plataformas IIoT para gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

Para SCADA tradicional, exponha tags via Modbus TCP ou drivers específicos e use mapeamento de registradores coerente. Configure polling de forma a não sobrecarregar o gateway; agrupe leituras quando possível para reduzir latência. Monetize visibilidade de dados e garanta sincronização entre timestamps.

Em arquiteturas IIoT, utilize MQTT com payloads JSON ou binary, aplicando TLS e autenticação por certificado. A publicação de tópicos deve ser planejada (por dispositivo/por tag/por agregação) para otimizar custo de transmissão. Para REST/API, padronize endpoints e formatos.

Quando integrar via OPC UA ou brokers hierárquicos, avalie latência e escala — utilize gateways hierárquicos para consolidar dados em camadas. Implemente VLANs, NAT estático para dispositivos críticos e políticas de firewall para isolar tráfego de campo.

Conectar a um SCADA tradicional (Modbus TCP e serial)

  • Configure scanner do SCADA para IP/porta do gateway.
  • Mapeie registradores Modbus com offset e comprimento corretos.
  • Evite polling muito agressivo; use escalonamento.

Integração IIoT: MQTT, REST e envio para nuvem (MQTT, IIoT, API)

  • Planeje tópicos, QoS e autenticação (TLS).
  • Use payloads JSON compactos e timestamps ISO8601.
  • Considere dados agregados no edge para reduzir tráfego.

Uso com brokers/OPC UA e gateways hierárquicos

  • Use OPC UA para interoperabilidade corporativa quando necessário.
  • Mapeie tags e políticas de tradução entre camadas.
  • Considere balanceamento entre gateways e redundância.

Arquitetura de rede recomendada e segregação de tráfego

  • Segmentar rede com VLANs para separar tráfego OT/IT.
  • Aplicar QoS para priorizar controle crítico.
  • Firewall de borda e VPN para comunicação remota segura.

Exemplos práticos de uso do gateway: estudos de caso e receitas

Apresentamos três receitas práticas para implementação e resultados esperados, focadas em integração rápida e confiável em campo.

Caso 1: Monitoramento de linhas de produção com CAN

Objetivo: coletar telemetria de encoders e controladores CAN e enviar para SCADA. Diagrama: dispositivos CAN em rede com terminação adequada → gateway (1 CAN) → Ethernet → SCADA/Historiador. Configuração: mapear parâmetros críticos para registradores Modbus TCP, polling a 250 ms para variáveis rápidas e 1 s para log.

Métricas coletadas: RPM, torque, status de falha, contadores de peças. Resultado esperado: redução de paradas não planejadas via alarms em tempo real e dados para análise de OEE.

Caso 2: Integração de medidores RS-485 para telemetria remota

Objetivo: agregar medidores Modbus RTU via RS-485 para envio a centro de dados. Cabeamento: RS-485 diferencial com terminação e resistores fail-safe. Mapeamento: registradores Modbus mapeados para Modbus TCP; compressão edge para reduzir dados enviados.

Considerações: isolamento galvânico recomendado entre medidores e gateway em ambientes com diferenças de potencial. Resultado: coleta confiável de energia e qualidade com menor custo de cabeamento.

Caso 3: Conexão de ECUs veiculares a plataforma cloud

Objetivo: capturar J1939 e enviar telemetria por rede móvel. Configuração: captura CAN com timestamp, agregação e envio via MQTT/TLS a broker cloud. Requisitos: firmware com buffer de falha (store-and-forward) e reconexão automática.

Resultado: telemetria contínua, diagnósticos remotos e análises de desempenho da frota.

Comparações técnicas com produtos similares da ICP DAS e outras alternativas

Ao comparar modelos, considere número de portas, suporte a protocolos, robustez física e ferramentas de gestão. Gateways simples apenas encapsulam bytes; modelos avançados oferecem transformação de protocolo, scripts embarcados e segurança.

Comparativo rápido: modelos ICP DAS próximos (recursos, portas, robustez)

  • Modelo A: 1 CAN, 1 RS-485, Wi-Fi — ideal para flexibilidade sem caixa metálica.
  • Modelo B (este): 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485, 1 Ethernet, caixa metálica — robustez EMC.
  • Modelo C: multi-CAN, redundância H/W — para projetos de maior escala.

Escolha conforme escala, ambiente e requisitos de segurança.

Avaliação: quando optar por um gateway dedicado vs. conversor simples

Use gateway dedicado quando precisar de mapeamento de protocolos, segurança e gerenciamento centralizado. Optar por conversor simples só se a aplicação exigir apenas passagem de dados ponto-a-ponto sem lógica.

Erros comuns, armadilhas de projeto e dicas avançadas de troubleshooting

Erros de cabeamento, terminação e mismatch de baud são os mais comuns. Sinais: CRC errors, frames truncados, perda intermitente. Ferramentas: osciloscópio, analisador CAN e logs do gateway.

Erros de cabeamento e terminação CAN/RS‑485

Sintomas: colisões, perda de frames. Correções: verificar resistência 120 Ω nas extremidades, cabos twisted pair blindados, evitar dérivas de terra.

Problemas de performance e perda de pacotes

Causas: polling excessivo, buffers insuficientes, alta retransmissão. Soluções: otimizar polling, aumentar buffers, usar QoS e separar tráfego.

Segurança e vulnerabilidades operacionais

Riscos: firmware antigo, portas abertas, credenciais fracas. Mitigações: atualizar firmware, habilitar TLS/Firewalls e segregar OT/IT.

Conclusão estratégica e chamada para ação: Entre em contato / Solicite cotação pelo gateway CAN→Ethernet com 1 CAN, 1 RS-232, 1 RS-485 e 1 Ethernet em caixa metálica

Em resumo, o gateway da ICP DAS provê uma solução robusta para integração de redes CAN e seriais a arquiteturas Ethernet/IIoT, reduzindo custos de integração e acelerando projetos de modernização. Sua caixa metálica, isolamento e suporte a protocolos industriais tornam-no adequado para manufatura, utilities, transporte e edifícios inteligentes. Para aplicações que exigem essa robustez, a série gateway CAN→Ethernet da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e solicite cotação aqui: https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/gateway-can-para-ethernet-com-1-can-bus-1-rs-232-1-rs-485-e-1-ethernet-caixa-metal. Para mais opções e produtos relacionados acesse: https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados.

Checklist final para seleção e implantação

  • Confirmar protocolos e taxas (CAN baud, RS-485, Ethernet).
  • Verificar isolamento, certificações EMC e temperatura operacional.
  • Planejar endereço IP, VLANs, backup e política de atualização de firmware.

Como solicitar suporte técnico e cotação

Ao solicitar suporte, forneça: topologia de rede, modelos de dispositivos conectados, requisitos de segurança, versão de firmware desejada e quantidade. A equipe técnica ICP/LRI pode oferecer testes piloto, firmware customizado e suporte de campo.

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Incentivo à interação: comente abaixo ou pergunte sobre seu projeto específico — nossa equipe técnica está disponível para ajudar a mapear requisitos e propor a solução ICP DAS mais adequada.

Leandro Roisenberg

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