Início - Fonte para Trilho DIN - Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 Canais Para Trilho DIN

Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 Canais Para Trilho DIN

Leandro Roisenberg

Introdução

A Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais da ICP DAS é um módulo de comutação AC montável em trilho DIN projetado para controle silencioso e livre de desgaste de cargas resistivas e levemente indutivas em painéis industriais. Neste artigo técnico abordamos o conceito, aplicações, especificações e integração com arquiteturas SCADA/IIoT, usando termos como SSR Tipo A, relé estado sólido, trilho DIN e ICP DAS já no primeiro parágrafo para otimização semântica. Desde critérios de seleção (corrente, tensão, isolamento) até boas práticas de instalação, o conteúdo é pensado para engenheiros de automação, integradores e compradores técnicos.

A abordagem técnica inclui referências normativas relevantes (por exemplo, IEC/EN 62368-1 para segurança de equipamentos e IEC 60601-1 quando aplicável em ambientes médico-industriais), conceitos elétricos cruciais (como Fator de Potência – PFC, MTBF, perda por dissipação térmica) e orientações de projeto. Usaremos analogias quando útil — por exemplo, comparar um SSR a uma "válvula eletrônica" para corrente AC — mantendo precisão e aplicabilidade prática ao universo de fontes de alimentação e painéis.

Incentivo a interação: ao final de cada seção deixe suas dúvidas nos comentários ou solicite uma análise de aplicação específica. Para referência técnica adicional, consulte o blog técnico da LRI/ICP e a página de produto indicada. Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS) — O que é?

A Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais é um módulo com quatro saídas SSR projetadas para comutar cargas AC a partir de sinais de controle DC isolados eletricamente. Cada canal atua como um interruptor eletrônico (geralmente fototriac ou triac em saída) que liga/desliga a carga sem contato mecânico, eliminando arco elétrico e desgaste mecânico. A montagem em trilho DIN facilita integração em painéis industriais padronizados.

Funcionalmente, o módulo recebe sinais de controle em nível TTL/24 VDC (dependendo do modelo) e gera saídas AC com características de zero-cross (Tipo A) ideal para cargas resistivas. Isso torna o equipamento adequado para aplicações em painéis de automação, HVAC, aquecimento industrial e onde a comutação sem ruído e sem chama é crítica. A isolação entre entrada e saída é geralmente superior a 2,5 kV (ou conforme ficha técnica), reduzindo risco de transientes para a lógica de controle.

Do ponto de vista de projeto, a placa destaca-se por oferecer proteção contra inversão de polaridade na entrada, indicadores LED por canal e sistema de fixação para trilho DIN TS35. Para aplicações críticas, verificar sempre a ficha técnica e certificações do modelo para conformidade com normas de segurança e compatibilidade eletromagnética.

Visão geral do produto

A visão geral técnica do módulo inclui características físicas e funcionais: 4 canais SSR, montagem em trilho DIN, indicadores de status por canal e isolamento fotoacoplado. Tipicamente, as saídas suportam faixas de tensão AC (por exemplo, 24–280 VAC) e correntes nominais por canal variando conforme projeto (ex.: 2–8 A), com corrente de fuga (leakage) em torno de alguns mA. Essas especificações impactam diretamente a dissipação térmica e a necessidade de ventilação.

O módulo é compacto, com dimensões padrão para painéis industriais, conectores parafuso ou bornes PFP para entrada/saída e rótulo com pinout. Em termos de compatibilidade, ele integra-se facilmente a PLCs e sistemas de controle via sinais digitais. Os materiais e pintura atendem requisitos industriais para operação em ambientes com vibração moderada e temperatura operacional típica entre -20 °C e +70 °C.

Além disso, recursos adicionais (dependendo do modelo ICP DAS) incluem supressão de transientes integrados, taxa de comutação e indicação de falha, que ajudam a reduzir o tempo de manutenção e melhorar MTBF. Para aplicações com exigências específicas, consultar a página de produto e o suporte técnico para confirmar opções de montagem e acessórias.

Conceito fundamental — O que é um relé estado sólido Tipo A?

Um relé estado sólido (SSR) Tipo A é tipicamente um dispositivo de comutação AC com função zero-cross: ele só comuta a carga quando a tensão da rede cruza o ponto zero, minimizando picos de corrente e interferência eletromagnética. Tecnicamente, o SSR Tipo A usa fototriacs ou triacs de potência para controlar a passagem de corrente AC sem contatos mecânicos, o que elimina arco e ruído acústico e aumenta vida útil operacional.

A diferença essencial entre Tipo A (zero-cross) e Tipo B (random/phase-fired) é o comportamento de disparo: o Tipo A é ideal para cargas resistivas e para ligar/desligar em sincronia com a rede, enquanto o Tipo B permite disparos em qualquer ponto do ciclo para controle por firing-angle (p.ex., dimmers, controle de potência por fase). A escolha depende da aplicação: aquecedores resistivos → Tipo A; controle de motores ou elementos altamente indutivos → considerar outras soluções.

Do ponto de vista elétrico, SSRs introduzem parâmetros que o projetista deve considerar: corrente contínua máxima por canal, tensão de bloqueio, corrente de fuga em off-state, tensão de gatilho e tempo de comutação. Conceitos como PFC e harmônicos gerados pela comutação devem ser avaliados em sistemas de potência e compatibilidade eletromagnética (EMC).

Quando escolher este módulo

Escolha um módulo SSR Tipo A 4 canais quando a aplicação exigir comutação silenciosa, alta confiabilidade sem manutenção e operação predominante com cargas resistivas (aquecimento, lâmpadas incandescentes, cargas de aquecedor). O Tipo A é particularmente adequado quando a minimização de ruído EMI e de picos de corrente é crítica, e quando a frequência de comutação é moderada (não para comutações de alta frequência contínua).

Critérios práticos de seleção incluem: corrente nominal por canal (margem de 20–30% sobre a carga real), faixa de tensão AC de operação, isolamento de entrada-saída, corrente de fuga em estado desativado, dissipação térmica e necessidade de heat-sink. A compatibilidade com a interface de controle (3–32 VDC, saída ativa low/high) e a presença de LED de status são diferenciais operacionais que facilitam diagnósticos.

Em circuitos com cargas indutivas, motores ou com elevado fator de potência variável, avalie alternativas ou SSRs com proteção específica. Para ambientes industriais severos, confirme conformidade com normas de segurança e/ou certificações solicitadas pelo cliente (por ex., IEC/EN 62368-1).

Principais aplicações e setores atendidos pelo Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS)

A placa SSR 4 canais atende a múltiplos segmentos industriais, incluindo automação industrial, utilities, HVAC, OEMs e indústrias de processo que demandam comutação confiável de cargas AC. Em plantas IIoT e Indústria 4.0, o SSR permite integração com controladores e gate­ways para telemetria sem o custo de manutenção dos relés mecânicos tradicionais.

Setores como manufatura (controle de aquecimento e fornos), alimentação (controle de temperatura), farmacêutica (ambientes limpos onde ausência de faísca é mandatória) e utilities (comutação de cargas de aquecimento de sistemas de água/óleo) se beneficiam da robustez e vida útil estendida do SSR. A ausência de arco também reduz riscos de incêndio em aplicações críticas.

No contexto de painéis e quadros de distribuição, a placa facilita retrofit por ocupar pouco espaço em trilho DIN e por reduzir necessidades de manutenção preventiva. Em arquiteturas IIoT, dados de ciclo e estado podem ser coletados via módulos de aquisição e encaminhados a SCADA/PLCs para análise preditiva.

Setores industriais e comerciais recomendados

  • Automação industrial: controle de aquecimento por zonas, sequenciamento de cargas.
  • HVAC e Building Automation: aquecedores de ambiente, controle de resistência em coils.
  • OEMs: integração em máquinas que requerem múltiplos canais de comutação AC compactos.
  • Utilities e plantas de processo: cargas de aquecimento, testes de laboratório e bancadas.

Cada setor exige análise de especificações: por exemplo, indústria de alimentos requer componentes certificados e fácil higienização do painel; utilities podem exigir relatórios de conformidade com normas locais de instalações elétricas. A ICP DAS oferece suporte para programar soluções com base nas demandas setoriais.

Casos de uso típicos e requisitos por setor

Exemplos típicos incluem controle de resistências em estufas industriais, acionamento de lâmpadas de aquecimento em processos de secagem e substituição de relés eletromecânicos em painéis de comando. Requisitos comuns: margem de corrente, proteção contra surtos, e faixa de temperatura operacional adequada ao ambiente.

Para HVAC, o SSR deve suportar ciclos frequentes e integração com termostatos ou controladores PID; em OEM, o espaço e a facilidade de montagem em trilho DIN são críticos. Em utilities, a monitoração de ciclos e indicadores de falha (via SCADA/IIoT) agrega valor para manutenção preditiva.

Sempre considerar: se a carga é altamente indutiva (motores) ou exige controle por fase, o SSR Tipo A pode não ser adequado sem circuitos adicionais; nesses casos, recomenda-se avaliação com o suporte técnico ICP DAS.

Especificações técnicas do Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS)

A tabela abaixo apresenta especificações típicas e parâmetros essenciais. Confirme valores na ficha técnica do modelo específico antes da seleção final.

Tabela 1 — Especificações elétricas (corrente, tensão, isolamento, tipo de saída)

Parâmetro Valor típico / Observação
Tipo de saída SSR Tipo A (zero-cross)
Canais 4 canais independentes
Tensão de operação (saída AC) 24–280 VAC (ver modelo)
Corrente nominal por canal 2 A / 4 A / 8 A (varia por modelo)
Corrente de pico (curto tempo) 1.5× In por alguns segundos (ver datasheet)
Corrente de fuga (off-state) poucos mA (tipicamente < 2 mA)
Tensão de isolamento entrada-saída ≥ 2500 Vrms (ver modelo)
Tensão de isolamento entre canais ≥ 1500 Vrms (sujeito a modelo)
Tipo de acionamento 3–32 VDC (entrada isolada opticamente)
Indicadores LED de estado por canal
Proteções Supressão de transientes (dependendo do modelo)

Tabela 2 — Dimensões, montagem em trilho DIN e conexões

Parâmetro Valor típico
Montagem Trilho DIN TS35
Dimensões (L×A×P) Ex.: 90 × 72 × 58 mm (varia por modelo)
Conector entrada Bornes de parafuso (2.5–5 mm²)
Conector saída Bornes de parafuso / pinos (configuração por canal)
Peso ~100–300 g (dependendo de encapsulamento)
Pinout Etiqueta impressa na carcaça — ver diagrama do fabricante
Fixação Trava padrão para trilho DIN, posicionamento definido

Tabela 3 — Condições ambientais, certificações e durabilidade

Parâmetro Valor típico
Temperatura operacional -20 °C a +70 °C
Armazenamento -40 °C a +85 °C
Proteção / Enclosure IP20 (quando em quadro fechado)
Vibração / choque Conforme IEC 60068 (ver ficha)
Certificações CE, RoHS; ver normas aplicáveis (IEC/EN 62368-1)
MTBF Tipicamente dezenas de milhares de horas (ex.: 500k h)
Ciclos Milhares a milhões de ciclos (sem desgaste mecânico)

Notas técnicas e limites operacionais

  • Em aplicações com cargas indutivas, considerar sobretensões e picos de corrente; SSR Tipo A pode não apagar em cargas altamente indutivas até que a corrente caia abaixo do holding current.
  • Dissipação térmica: SSRs geram perda de potência proporcional à corrente e à queda de tensão; dimensione espaço, ventilação e eventualmente heat-sink para manter temperatura dentro da faixa.
  • Harmônicos e EMC: a comutação zero-cross reduz EMI, mas a presença de correntes não senoidais pode exigir filtros ou correção de PFC em fontes.
  • Garantia e conformidade: confirme conformidade com normas locais; para ambientes médico-industriais considerar IEC 60601-1 em conjunto com a norma de segurança aplicável.

Para aplicações que exigem essa robustez, a série Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações detalhadas e opções de compra: https://www.lri.com.br/aquisicao-de-dados/placa-rele-estado-solido-tipo-a-4-canais-ptrilho-din

Importância, benefícios e diferenciais do produto

A adoção de relés estado sólido reduz o risco de falha por desgaste mecânico e elimina o arco elétrico, resultando em maior segurança e vida útil. Benefícios incluem comutação silenciosa, resposta rápida e maior confiabilidade em ciclos frequentes. O resultado é menor custo total de propriedade (TCO) em comparação a relés eletromecânicos em aplicações com alta frequência de operação.

Diferenciais da ICP DAS incluem integração com linhas existentes de aquisições de dados e suporte técnico especializado para configuração em arquiteturas industriais e IIoT. A robustez do encapsulamento, a opção por entradas com isolamento óptico e indicadores por canal facilitam diagnóstico e diminuem tempo de parada (MTTR).

Do ponto de vista de ROI, a substituição de relés mecânicos por SSR pode reduzir custos de manutenção e paradas não programadas. Em projetos onde downtime custa elevado (utilities, linhas contínuas de produção), a escolha de SSRs com alta MTBF e monitoramento integrado compensa o investimento inicial.

Benefícios operacionais e de segurança

  • Eliminação de arcos e ruídos elétricos; adequado para áreas sensíveis.
  • Maior durabilidade em ciclos frequentes sem desgaste mecânico.
  • Menos necessidade de manutenção preventiva e troca de peças.
  • Melhor compatibilidade com ambientes automatizados e IIoT por facilidade de monitoramento.

Diferenciais ICP DAS e vantagens de projeto

  • Compatibilidade com módulos de aquisição ICP DAS e integração com gateways Modbus/OPC.
  • Opções de montagem em trilho DIN e easy-replacement em painéis padrão.
  • Suporte técnico para seleção de modelo, dimensionamento térmico e integração com PLCs.
  • Documentação e fichas técnicas detalhadas para certificações e conformidade.

Impacto no ROI e manutenção

A redução de falhas mecânicas e a possibilidade de monitoramento remoto (IIoT) permitem manutenção preditiva e redução de custos. Uma análise simples de TCO mostra que, em aplicações com alta frequência de comutação, o payback pode ocorrer em meses pela diminuição de paradas e custo de reposição de contatos. Recomenda-se contabilizar economia em insumos, tempo de manutenção e indisponibilidade ao dimensionar o investimento.

Guia prático de instalação e uso do Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS)

A instalação deve seguir procedimentos de segurança: isolar alimentação antes da montagem, observar polaridade de entrada e distância de isolamento entre condutores de potência. Utilize EPIs adequados e siga as normas de instalação locais. Consulte a ficha técnica para torque de bornes e recomendações de espaçamento térmico em trilho DIN.

Ao montar no trilho, posicione o módulo com espaço suficiente para ventilação entre unidades e evitar hotspots. Use bornes de seção apropriada e fixe robustamente para que vibração e choques não comprometam conexões. Verifique LEDs indicativos de cada canal para confirmação de operação inicial.

Recomenda-se a instalação de fusíveis de proteção por canal ou disjuntores térmicos, supressores de surto (RC/snubber quando necessário) e, em circuitos críticos, resistores de bleeder para descarregar capacitores de carga que podem manter correntes residuais.

Passo a passo: montagem em trilho DIN e fixação

  1. Desligue toda a alimentação do painel e confirme ausência de tensão com multímetro.
  2. Engate o módulo no trilho DIN TS35, travando até percepção de encaixe. Garanta espaçamento lateral conforme recomendações.
  3. Conecte sinais de entrada e saídas AC nos bornes correspondentes, observando torque recomendado e isolamento entre condutores de potência.

Verifique se os pontos de conexão estão limpos e livres de corrosão, e rotule cada canal para facilitar manutenção. Não faça emenda em fios de potência dentro do borne; use terminais adequados.

Conexão elétrica, polaridade e proteção

  • Entrada de controle: observe tensão mínima de acionamento (ex.: 3–7 VDC) e máxima tolerada (ex.: 32 VDC).
  • Saída de potência: respeitar tensão nominal e corrente nominal por canal; use fusíveis dimensionados com margem.
  • Proteção contra transientes: instalar supressor de surto ou RC snubber em caso de cargas com comutação brusca ou indutivas.

Evite compartilhar o mesmo trilho de aterramento de potencia com sinais sensíveis sem considerar filtros e separação física. Em ambientes sujeitos a descargas e raios, adicione proteção adicional na entrada de alimentação.

Procedimento de teste inicial e verificação funcional

  1. Teste de continuidade e isolamento com multímetro antes da energização.
  2. Energize a lógica de controle e atue cada canal individualmente verificando LED e saída.
  3. Meça a corrente e temperatura durante um ciclo de carga para validar dissipação térmica.

Registre tempos de comutação e corrente de fuga para comparação com ficha técnica. Em caso de comportamento fora do esperado (por ex., não desligamento em carga indutiva), suspenda uso e consulte suporte técnico.

Boas práticas de segurança, manutenção e ventilação

Realize inspeções periódicas visual e elétrica (torque dos bornes, sinais de aquecimento). Garanta ventilação adequada e monitore temperatura ambiente em salas de painéis. Em caso de substituição, sempre utilizar modelo com especificação igual ou superior à original.

Documente alterações no painel e mantenha folhas de dados elétricos acessíveis. Treine operadores para reconhecer sinais de falha e seguir procedimentos de lockout-tagout.

Integração com sistemas SCADA/IIoT

A integração envolve leitura de status digital (via módulos de aquisição ou PLC) e telemetria de operação para plataformas IIoT. Embora SSRs não tenham comunicação nativa, a combinação com módulos de I/O digitais ICP DAS permite monitoramento de estado, contagem de ciclos e alarmes via Modbus/TCP, OPC UA ou gateways IIoT.

Para arquiteturas modernas, implemente coleta de métricas como estado ON/OFF, temperatura de módulo, número de ciclos e tempo de comutação. Esses dados alimentam políticas de manutenção preditiva e dashboards em SCADA. A interoperabilidade com protocolos padrão facilita integração a sistemas HMI e MES.

Escolha gateways e PLCs que proporcionem isolamento e buffering adequado para sinais digitais. Em casos de retrofit, a utilização de módulos de aquisição compactos facilita a instrumentação do SSR sem grande retrabalho.

Protocolos e interfaces suportadas (ex.: Modbus, OPC, gateways)

Os caminhos típicos de integração são:

  • Modbus RTU/TCP via módulos I/O ICP DAS;
  • OPC UA / OPC Classic para integração a SCADA;
  • Gateways IIoT para MQTT/HTTP/REST em plataformas de nuvem.

A escolha do protocolo deve considerar latência, segurança (TLS/VPN) e requisitos de dados (telemetria contínua vs. eventos).

Arquitetura de integração: exemplo com PLCs e servidores SCADA

Um diagrama lógico: SSR 4-ch → bornes de saída (potência) | entradas de status → módulo de I/O digital ICP DAS → PLC / Gateway Modbus → Servidor SCADA / Plataforma IIoT. Pontos de telemetria incluem estado de cada canal, ciclos, alarmes de sobrecorrente e temperatura de ambiente.

Implemente camadas de segurança: VLANs industriais, autenticação de dispositivos e logging para auditoria. Em instalações críticas, adote redundância de comunicação e monitoramento.

Estratégias de monitoramento e alarmes IIoT

Recomenda-se coletar:

  • Estado ON/OFF por canal (evento e contagem),
  • Temperatura do painel / módulo,
  • Corrente medida na carga (quando disponível),
  • Alarmes de falha (saída travada, sobrecorrente).

Defina políticas de alarme com thresholds e ações automatizadas (ex.: desligamento remoto, notificação por SMS). A análise de tendências pode antecipar falhas e otimizar manutenção.

Exemplos práticos de uso do Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS)

Exemplo 1 — Controle de aquecimento industrial (cargas resistivas)

Num forno de cura com quatro zonas, a placa SSR 4 canais comutará resistências por zonas comandadas por um PLC com controle PID. Cada canal controla uma zona, zero-cross evita picos; sensores RTD fornecem feedback ao PLC. Proteja com fusíveis por canal e monitore temperatura via SCADA.

Configuração típica: SSR dimensionado a 1.2× corrente esperada por canal, heat-sink conforme dissipação e verificação de corrente de fuga entre zonas para evitar cross-talk elétrico.

Exemplo 2 — Substituição de relés eletromecânicos em painéis

Em retrofits, substituir relés mecânicos por SSRs reduz ruído e manutenção. Realize análise de compatibilidade de carga (evitar cargas extremamente indutivas), ajuste fusíveis e adicione dissipadores se necessário. Testes in situ devem confirmar comportamento de desligamento em cargas com carga residual capacitiva.

Benefício prático: menos investimento repetido em contactores e menores paradas para troca de contatos.

Exemplo 3 — Integração com PLC e automação de máquinas

Integre SSR com PLCs via sinais digitais isolados; use entradas digitais para ler estado e contagem de eventos. Em máquinas de embalagem, SSRs acionam aquecedores de mola; o PLC monitora ciclos, evita sobrecarga e registra métricas no SCADA para análise de produtividade.

Adote rotinas de auto-teste e alarmes de aquecimento excessivo para proteger componentes.

Estudo de caso resumido

Hipotético: linha de montagem com 12 pontos de aquecimento substituiu contactores por três placas SSR 4 canais. Resultado: redução de falhas mecânicas em 95%, economia de manutenção anual de 35% e melhoria na estabilidade térmica, permitindo ciclo mais consistente. Lições: dimensionamento térmico e proteção individual por canal foram cruciais.

Comparações técnicas com produtos similares da ICP DAS e erros comuns

Comparativo: SSR Tipo A 4 canais vs outros módulos ICP DAS (SSR tipo B / relés eletromecânicos)

  • SSR Tipo A: zero-cross, ideal para cargas resistivas, sem desgaste, corrente de fuga presente.
  • SSR Tipo B: random-fire, indicado para controle por fase; maior flexibilidade no controle de potência.
  • Relés eletromecânicos: isolam galvanicamente sem corrente de fuga, porém com desgaste por contato e ruído.

Escolha depende de carga, necessidade de controle de fase e requisitos de isolamento. Em painéis onde galvanic separation absoluta é mandatório, relés mecânicos ainda podem ser preferíveis.

Critérios de seleção: como escolher o modelo certo

Checklist:

  • Tipo de carga (resistiva × indutiva),
  • Corrente e tensão por canal com margem,
  • Temperatura ambiente e necessidade de dissipação,
  • Requisitos de certificação e compatibilidade EMC,
  • Monitoramento e integração com SCADA/IIoT.

Erros comuns na seleção e instalação — prevenção e correção

Erros usuais:

  • Subdimensionar corrente nominal → superaquecimento.
  • Ignorar corrente de fuga → cargas sensíveis permanecem alimentadas em off.
  • Falha em prever dissipação térmica → degradação prematura.

Soluções: usar margem de segurança, instalar fusíveis, monitorar temperatura e consultar suporte ICP DAS.

Diagnóstico e manutenção: sinais de falha e testes recomendados

Sinais de falha:

  • Aquecimento anormal,
  • Incapacidade de desligar carga,
  • LEDs de status inoperantes.

Testes: medição de corrente de fuga, teste de isolamento, verificação de tempo de comutação e inspeção física de bornes e conexões.

Para aplicações que exigem essa robustez, a série Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais da ICP DAS é a solução ideal. Confira opções e acessórios no catálogo de produtos: https://blog.lri.com.br/

Conclusão

A Placa Relé Estado Sólido Tipo A 4 canais (ICP DAS) oferece uma solução compacta e confiável para comutação AC em aplicações industriais, com benefícios claros em vida útil, redução de manutenção e compatibilidade com arquiteturas IIoT e SCADA. Projetistas devem considerar critérios de seleção como corrente nominal, dissipação térmica e tipo de carga para garantir desempenho otimizado. Em muitos casos, o SSR reduz custos operacionais e aumenta disponibilidade de planta, sobretudo em aplicações de aquecimento e automação de máquinas.

Se você tem um caso específico ou deseja que avaliemos a escolha do modelo para sua planta, pergunte nos comentários ou solicite uma consultoria técnica. Nossa recomendação é sempre validar dados na ficha técnica do modelo e, quando necessário, contatar o suporte técnico ICP DAS para simulações térmicas e elétricas.

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Leandro Roisenberg

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *