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Módulo CANopen Mestre 1 Porta Inteligente – Comunicação

Leandro Roisenberg

Introdução: visão geral do módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS – O que é e por que importa

O módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS é um gateway/controle embarcado projetado para atuar como master CANopen em redes industriais, fazendo a interface entre sensores/atuadores CANopen e sistemas superiores como PLCs, SCADA e plataformas IIoT. Neste artigo abordamos o produto em profundidade, cobrindo especificações, instalação, integração com SCADA/IIoT e exemplos práticos. Palavras-chave principais: módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente, CANopen, ICP DAS, gateway CANopen.

Em aplicações industriais, a função deste módulo é consolidar e gerenciar comunicação CANopen conforme CiA 301 (CANopen application layer and communication profile) e ISO 11898 (CAN physical layer), fornecendo gerenciamento NMT, PDO/SDO e serviços de diagnóstico. O equipamento é indicado quando se exige determinismo, robustez elétrica e conformidade com normas EMC/CE em ambientes industriais. Para ambientes críticos, sempre verifique requisitos de segurança funcional e normas aplicáveis (por exemplo, IEC 61508 em projetos que demandem SIL).

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/. Se quiser aprofundar conceitos de IIoT e gateways industriais, veja também nossos artigos sobre integração IIoT e protocolos industriais no blog: https://blog.lri.com.br/iiot-e-edge-computing e https://blog.lri.com.br/analise-detalhada-e-tecnica-dos-protocolos-como-ethercat-modbus-profibus-profinet-e-ethernet-ip. Para aplicações que exigem essa robustez, a série módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/modulo-canopen-mestre-de-1-porta-inteligente.

Principais aplicações e setores atendidos pelo módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS

O módulo é amplamente usado em automação de máquinas e linhas de produção, onde múltiplos nós CANopen (sensores, drives, I/O remota) precisam ser coordenados com baixa latência. Em linhas de montagem com troca rápida de ferramentas, o mestre CANopen centraliza configuração de PDOs e parâmetros via SDO, reduzindo tempo de integração e downtime. Aplicadores valorizam o suporte a PDOs cíclicos e eventos, essencial para sincronismo de movimento.

No setor de energia e utilities, o módulo facilita monitoramento de transformadores, proteção e supervisão de subestações com integração a SCADA via gateways. Em estações de bombeamento, água e saneamento, ele agrega dados de sensores de pressão e qualidade, permitindo alarmes locais e upload para plataformas IIoT. Requisitos típicos atendidos incluem robustez EMC, tolerância a variação de alimentação e logs de diagnóstico.

Em automação predial, transporte e OEMs, o dispositivo atua como ponte entre dispositivos CANopen e controladores prediais ou sistemas de gestão predial (BMS). Em transportes, seu uso é relevante em aplicações como controle de portas e monitoramento de sistemas embarcados. Para OEMs, o módulo reduz complexidade de projeto, oferecendo firmware configurável e possibilidade de integração direta com softwares de supervisão.

Benefícios, importância e diferenciais do produto

O principal benefício é a redução do custo total de propriedade (TCO) pela unificação de comunicações CANopen em um único ponto de integração, com gestão centralizada de parâmetros e diagnósticos embarcados. A confiabilidade operacional é reforçada por watchdogs, suporte a reinicialização automática e logs locais, reduzindo a necessidade de intervenções manuais. Em suma, menor tempo de engenharia e manutenção.

A segurança e conformidade normativa são diferenciais: conformidade com CE/EMC, compatibilidade com CiA 301 e práticas de aterramento e proteção contra surtos integradas. Recursos como isolamento galvânico (quando aplicável) e filtros EMI internos melhoram imunidade. Além disso, o suporte ICP DAS e a documentação técnica aprofundada facilitam validação e certificações em projetos.

Outro diferencial é a flexibilidade de integração: suporte a mapeamento PDO/SDO customizado, configuração de NMT e compatibilidade com múltiplos protocolos de uplink (via gateway) como Modbus TCP, MQTT e OPC UA através de concentrações ou gateways. Para aplicações que exigem essa robustez, a série módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações completas e solicite cotação em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/modulo-canopen-mestre-de-1-porta-inteligente.

Especificações técnicas detalhadas (tabela sugerida)

Abaixo está uma tabela com os parâmetros críticos para seleção rápida do equipamento. As tolerâncias e observações indicam limites operacionais e dependências de configuração.

H3: Tabela técnica recomendada (colunas e conteúdo)

Parâmetro Valor Unidade Observações
Porta CAN 1 porta Conector D-SUB/CAN-FD opcional
Velocidade de comunicação 10 kbps – 1 Mbps kbps / Mbps Suporta vários baudrates; auto-baud em alguns modelos
Protocolos suportados CANopen (CiA 301) NMT, PDO, SDO, LSS
Alimentação 24 (range 9–36) V DC Entrada reverse-polarity protegida
Consumo típico 150 mA @ 24 V Depende de carga e opções
Temperatura de operação -40 a +75 °C Industrial grade
Dimensões ex.: 115 x 90 x 35 mm Rack/DIN-rail mounting
Isolamento 2 kV V DC Isolamento galvânico entre CAN e alimentação (quando aplicável)
MTBF > 200.000 horas Estimativa em condições normais
Certificações CE, RoHS, EMC Conforme diretivas aplicáveis

H3: Itens de hardware e firmware (versões, requisitos)

O módulo inclui componentes físicos como conector CAN, terminal de alimentação, LEDs de status (BUS, ERR, PWR) e chave DIP para configuração básica de Node-ID. Em alguns modelos há suporte a cartão microSD para registro de logs e scripts de inicialização. As interfaces físicas seguem ISO 11898; atenção ao uso de transceivers compatíveis para CAN-FD, se necessário.

Quanto ao firmware, o dispositivo normalmente sai com um firmware CANopen master com versão identificável (ex.: v1.x.x). Recomendamos registrar a versão do firmware e consultar changelogs antes de atualização. Dependências incluem utilitários ICP DAS para configuração (veja seção de ferramentas). As atualizações podem alterar mapeamentos padrão de PDOs ou suporte a recursos novos, portanto valide em bancada antes do rollout.

Procedimentos de backup/restore de configuração são essenciais: exporte configuração de Node-ID, PDO/SDO e parâmetros NMT para arquivo JSON/CSV e armazene em repositório. Em projetos com requisitos de segurança funcional, registre versões de firmware para rastreabilidade e conformidade (recomenda-se controle de versão e teste de regressão).

Guia prático de instalação e configuração do módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS

A instalação física e configuração inicial definem a confiabilidade da rede; portanto siga boas práticas. Antes de energizar, verifique polaridades, terminação CAN e integridade do cabo. Use ferramentas de teste para garantir continuidade e ausência de curto entre sinais e ground.

Durante a configuração, defina Node-ID exclusivo e baudrate correto para a rede CANopen. Configure NMT para autostart conforme necessidade (Operational/Pre-Operational). Documente topologia e endereçamento para evitar colisões e facilitar manutenção.

Finalize com testes de operação: monitore LEDs, verifique tabelas SDO e PDO, e execute scripts de verificação para garantir que todos os nós respondem. Em instalações com SCADA conectando via gateway, valide mapeamento e alarmes antes de operação plena.

H3: Preparação e requisitos (ferramentas, cabos, topologia)

Prepare ferramentas: chave de torque para terminais, multímetro, analisador de CAN (bus analyzer), ferramenta de crimpagem para conectores e cabo CAN 2 pares trançados com shield (AWG 22–24 recomendado). Garanta também um plano de topologia: linha de barramento principal com terminação 120 Ω nas extremidades.

Escolha de cabo e topologia impacta diretamente a integridade do sinal e EMI. Para longas distâncias, utilize shield e atenção na aterramento em pontos únicos para evitar ground loops. Considere uso de repetidores/isoladores quando a topologia exceder limites físicos do CAN.

Defina espaço para montagem (DIN-rail), circulação de ar e distância de fontes de ruído como inversores. Em painéis compactos, separe circuitos de potência e comunicação para reduzir interferência eletromagnética; siga normas EMC e recomendações do fabricante.

H3: Passo a passo: montagem, alimentação e ligação CAN

1) Monte o módulo em trilho DIN com fixação segura, respeitando a orientação indicada.
2) Conecte a alimentação DC (verificar range 9–36 V) com proteção contra inversão e fusível adequado.
3) Ligue o barramento CAN com cabo trançado e shield; aplique terminação 120 Ω nas extremidades. Use resistores de terminação integrados/desligáveis conforme modelo.

Após energizar, confirme LEDs: PWR (alimentação estabilizada), BUS (atividade CAN), ERR (erro de bus). Se houver erro, isole nó problemático e use analizador CAN para identificar quadro com erro. Sempre realize primeiro os testes em bancada antes de campo.

H3: Configuração de parâmetros CANopen (NMT, Node-ID, baudrate, PDO/SDO)

Defina um Node-ID único (1–127 para CANopen ESC) e um baudrate compatível com toda a rede (tipicamente 125 kbps, 250 kbps, 500 kbps ou 1 Mbps). Para projetos com diferentes segmentos, considere uso de bridges ou routers. Para Node-ID e baudrate, documente e armazene em configuração backup.

Configure NMT: escolha entre Start Node (operacional automático) ou manter em Pre-Operational para configurar PDOs via SDO antes de entrar em operação. Mapeie PDOs cíclicos e acíclicos conforme criticidade de dados, paginando variáveis para eficiência de banda.

Utilize SDO para leitura/escrita de objetos de dicionário (indices 0x2000 etc.), definindo sub-indices conforme dispositivo. Em nossos templates (seção exemplos), mostramos mapeamento de PDO e exemplos de SDO para configuração rápida.

H3: Testes iniciais e validação operacional

Execute testes básicos: ping SDO (SDO Upload/Download), verifique NMT state transitions, monitore PDOs transmitidos por tempo e evento. Use um analisador CAN para conferir frames e detectar erros de CRC ou bit stuffing. Valide end-to-end desde sensor até SCADA.

Realize testes de estresse com mensagens cíclicas para medir utilização de banda e latência. Meça tempo de resposta em milissegundos para eventos críticos, assegurando atendimento aos requisitos de controle. Documente resultados e compare com SLAs do projeto.

Implemente testes de falha: remove um nó, simule perda de alimentação e verifique comportamento do mestre (reconexão, alarms). Isso confirma robustez e permite ajuste de watchdogs e timers.

Integração com sistemas SCADA/IIoT usando o módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS

A integração habitualmente se dá via gateway/PLC que traduz dados CANopen para protocolos legíveis por SCADA/IIoT, como Modbus TCP, MQTT ou OPC UA. A escolha depende de arquitetura: Modbus para legado/PLCs, MQTT para telemetria IIoT e OPC UA para integrações padronizadas com informação semântica. Documente mapeamentos e tópicos.

Em arquiteturas IIoT, o módulo fornece dados time-series que podem ser publicados via gateway para um broker MQTT, compressão de payloads e envio seguro via TLS. Para SCADA tradicional, use encapsulamento Modbus ou Modbus TCP/IP em um concentrador que exponha registradores mapeados dos PDOs. Planeje buffer e filtragem para evitar overload.

Segurança é crítica: utilize ACL, criptografia, segregação de rede e firewalls no gateway. Limite exposição direta do barramento CAN à rede IP pública; prefira VPNs e DMZs controladas. Implemente políticas de autenticação e atualização de firmware seguras.

H3: Protocolos suportados e arquiteturas típicas (Modbus, MQTT, OPC UA)

  • Modbus TCP: útil para integração com PLCs/SCADA legados; mapear PDOs para registradores Modbus.
  • MQTT: otimizado para telemetria IIoT; publicar tópicos configuráveis por prioridade e compressão.
  • OPC UA: ideal quando é necessária semântica de dados e interoperabilidade entre sistemas industriais.

Combine protocolos quando necessário: por exemplo, módulo CANopen → gateway OPC UA para supervisão e gateway MQTT para nuvem. Documente latência aceitável para cada fluxo e ajuste QoS em MQTT. Use OPC UA para modelagem de dados (UA Information Model) quando houver necessidade de descrição rica de objetos.

H3: Mapeamento de dados e melhores práticas de segurança IIoT

Mapeie dados críticos em PDOs com prioridade alta, deixando parâmetros menos críticos para SDO ou PDOs de baixa frequência, reduzindo uso de banda. Use compressão e delta updates para telemetria em tempo real. Em projetos large-scale, agrupe variáveis por coesão semântica.

Para segurança, implemente segmentação de rede (VLANs), listas de controle (ACL), autenticação mútua (TLS) e rotação de chaves. Realize hardening de firmware e desative serviços não usados. Monitore logs e configure alertas para anomalias de tráfego.

Registre dados de auditoria e mantenha backups de configurações e firmware. Em cenários com requisitos regulatórios, implemente trilhas de auditoria e retenção conforme legislação do setor.

H3: Exemplo de diagrama de integração com SCADA

Um diagrama funcional típico: nós CANopen (sensores/actuadores) → módulo CANopen mestre (1 porta) → gateway industrial (conversão Modbus TCP / OPC UA / MQTT) → servidor SCADA / plataforma IIoT → sistema de visualização/analytics. Cada salto deve incluir detalhes de rede: VLAN, firewall e QoS.

Inclua pontos de monitoramento: analisador CAN no barramento, SNMP para o gateway e logs centralizados. Adote redundância onde necessário (hot-standby de gateway, link redundante) para aumentar disponibilidade. Documente tempo de failover e procedimentos.

Implemente testes de ponta a ponta (E2E) antes da operação. Simule picos de tráfego e falhas para validar comportamento de failover e garantir que SLAs sejam atendidos.

Como programar, monitorar e manter o módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS na prática

A programação e monitoramento se apóiam em utilitários ICP DAS para configuração de Node-ID, PDO/SDO e parâmetros NMT. As operações de manutenção incluem atualizações de firmware, logs e diagnósticos periódicos. Automatize backups de configuração em repositório controlado.

Monitore via SNMP/Modbus/Syslog quando disponível; coletores IIoT podem agregar métricas de saúde (temperatura, erros de bus, watchdog resets). Estabeleça indicadores-chave: taxa de erro frames, utilização de banda e tempo médio entre falhas (MTBF). Use essas métricas para planejamento de manutenção preventiva.

Para garantia de continuidade, defina procedimentos e janelas para atualizações. Tenha planos de rollback e imagens de firmware testadas em bancada. Documente responsabilidades e SLAs com o suporte técnico ICP DAS.

H3: Ferramentas de configuração e utilitários ICP DAS

ICP DAS fornece utilitários para discovery de dispositivos, configuração de CANopen e atualização de firmware (ex.: ICP Utility, CANopen configurator). Use essas ferramentas para exportar/importar configurações e atualizar tabelas PDO/SDO de maneira segura. Consulte manual do produto para nomes exatos e versões.

Além disso, empregue analisadores CAN (hardware/software comerciais) para inspeção de tráfego e troubleshooting. Ferramentas de log centralizado (ELK, Grafana) complementam monitoramento, permitindo correlação entre eventos e métricas.

Eduque times de operação sobre uso das ferramentas e mantenha um repositório com manuais, versões de firmware e scripts de recuperação. Isso reduz tempo de resposta em incidentes.

H3: Procedimentos de atualização de firmware e rollback

Sempre verifique assinaturas e checksums antes de aplicar firmware. Realize atualização em bancada com cópia da configuração original. Planeje janelas de manutenção, notifique stakeholders e garanta energia estável (no-break) durante o processo.

Implemente fallback: se atualização falhar, módulo deve possuir mecanismo de rollback ou modo de recuperação (bootloader). Tenha imagens de firmware conhecidas e testadas para restaurar operação. Documente passos e tempo necessário para rollback.

Após atualização, execute testes funcionais: verifique comunicação CAN, NMT transitions, mapeamento PDO e integração com SCADA. Atualize registro de versões e notas de teste.

H3: Rotina de manutenção preventiva e monitoramento remoto

Checklist diário/semana/mensal: verificar logs de erro, estado de LEDs, uso de banda CAN, contagem de retransmissões e integridade física (conectores e cabos). Mensalmente, verifique versões de firmware e backups de configuração. Anote anomalias e patterns de erro.

Implemente monitoramento remoto contínuo para métricas críticas e políticas de alerta (e-mail/SMS). Treine equipe local para procedimentos básicos e escalonamento técnico para suporte ICP DAS. Mantenha contrato de manutenção para atualização e assistência.

Planeje substituição de hardware baseado em MTBF e criticidade do serviço; mantenha peças sobressalentes para reduzir tempo de reparo.

Exemplos práticos de uso do módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS em campo

A seguir, 3 estudos de caso curtos com requisitos, solução e resultados mensuráveis, para contextualizar aplicação em automação e utilities.

H3: Caso 1 – Integração em linha de produção (rápida troca de dados)

Requisito: sincronismo entre drives e sensores com baixa latência. Solução: mestre CANopen gerenciando PDOs cíclicos para controle de movimento; gateway publica estados para SCADA via Modbus TCP. Resultado: redução de latência de sincronismo em 40% e menor tempo de setup entre produtos.

Configuração: PDOs de alta prioridade configurados para 10 ms, watchdogs habilitados e NMT autostart. Benefício: menor rejeito e maior throughput.

H3: Caso 2 – Monitoramento remoto em subestação/energia

Requisito: telemetria de transformadores e alarmes com envio para centro de controle. Solução: módulo CANopen agrega dados locais e encaminha via gateway MQTT para plataforma cloud com TLS. Resultado: tempo de detecção de falha reduzido, permitindo respostas automatizadas e economia operacional.

A robustez EMC e isolamento ajudaram a operar em ambiente eletromagneticamente hostil. Implementação incluiu redundância de comunicação.

H3: Caso 3 – Automação predial e controle de sistemas distribuídos

Requisito: controlar HVAC distribuído com sensores CANopen e integração ao BMS. Solução: mestre CANopen centraliza I/O e expõe pontos para BMS via OPC UA. Resultado: integração simplificada, melhor diagnóstico e economia de energia graças a estratégias de controle baseadas em dados.

Benefícios adicionais: facilidade de manutenção e padronização de protocolos entre andares e edifícios.

Exemplos de configuração (snippets, tabelas e diagramas)

Fornecemos templates práticos para acelerar integração: exemplo de mapeamento PDO, configuração Node-ID e comandos SDO/diagnóstico. Esses modelos são ponto de partida e devem ser adaptados ao dicionário de objetos do dispositivo.

H3: Template de mapeamento PDO/SDO

Exemplo de PDO Transmit (TPDO1):

  • COB-ID: 0x180 + NodeID
  • Mapeamento: [0x6010:00] Temperatura (2 bytes), [0x6020:00] Pressão (2 bytes)
  • Transmission Type: 1 (Cíclico 100 ms)

Exemplo de SDO para configurar setpoint:

  • Write (Client->Server) SDO Download: Index 0x3000 Sub-Index 0x01, Data (32-bit float)
  • Exemplo payload: expedited upload/download conforme CiA 301

H3: Comandos e resposta esperada para testes

Teste SDO read (Upload): enviando request SDO Upload ao índice 0x1000 retorna objeto com nome do device. Resposta esperada: SDO response com tamanho correto e código de sucesso.
Ping NMT: enviar comando NMT Start Node (0x01) deve transitar nó para Operational; ver LED BUS ativo.
Anomalias: se CRC/bit error frequente, verificar terminação e cabo.

Comparação técnica: módulo CANopen mestre de 1 porta vs outros módulos ICP DAS

Comparar alternativas ajuda na escolha entre custo e funcionalidade. A seguir, critérios técnicos e uma tabela comparativa simplificada.

H3: Tabela comparativa (recursos-chave)

Modelo Portas CAN Protocolos up-link Temp. Operação MTBF Certificações
Módulo 1-PORT (este) 1 Modbus/MQTT/OPC UA (via gateway) -40–75 °C >200k h CE/EMC/RoHS
Módulo 2-PORT 2 Suporte nativo a routing -40–80 °C >220k h CE/EMC/RoHS
Gateway multi-protocolo 4+ Modbus, OPC UA, MQTT -20–60 °C >150k h CE/EMC/RoHS

H3: Quando escolher o módulo CANopen mestre de 1 porta vs alternativas

Escolha 1 porta quando há necessidade de um ponto de controle CANopen simples, com baixo custo e integração direta a um gateway. Opte por módulos com mais portas quando houver segmentação de rede CAN ou necessidade de roteamento entre segmentos. Para soluções que demandam conversão multi-protocolo nativa, gateways multi-protocolos são mais adequados.

Critérios decisórios: número de nós, requisitos de latência, necessidade de isolamento entre segmentos, e orçamento. Em casos de expansão futura, prefira modelos com margem de portas ou gateway modular.

Erros comuns, armadilhas técnicas e como evitá-los

Falhas recorrentes incluem terminação CAN incorreta, ground loops, incompatibilidade de baudrate e mapeamento de PDO mal definido. Muitas dessas falhas causam perda de frames e comportamento intermitente. Diagnóstico rápido e práticas preventivas resolvem a maioria.

Outra armadilha é atualizar firmware em produção sem validação, levando a incompatibilidades de PDO/SDO. Sempre testar em bancada e ter plano de rollback. Documentação inconsistente de Node-ID também cria colisões e downtime evitáveis.

Também é comum negligenciar filtragem e QoS ao integrar com IIoT, causando overload de dados. Mapeie variáveis críticas e implemente regras de amostragem e compressão.

H3: Diagnóstico rápido: sintomas e ações corretivas

Sintoma: LED ERR piscando e frames perdidos — Ação: verificar terminação 120 Ω e continuidade do cabo; usar analisador CAN.
Sintoma: Nodes não respondem a NMT — Ação: validar Node-ID duplicado, checar baudrate e estado de alimentação.
Sintoma: Alta latência em SCADA — Ação: analisar mapeamento de PDO, reduzir frequência de dados não críticos e revisar gateway.

H3: Boas práticas de cabeamento e aterramento

Use cabo trançado shielded com terminação 120 Ω nas extremidades. Aterramento do shield em um único ponto minimiza ground loops. Separe cabos de potência e comunicação; evite passagem paralela por longas distâncias. Utilize isoladores galvânicos se houver diferenças de potencial significativas.

Implemente rotinas de inspeção física periódica: torque de bornes, integridade do shield e sinais de degradação.

Conformidade, certificações e requisitos de segurança

O módulo normalmente atende a requisitos de EMC/CE, RoHS e diretrizes aplicáveis para equipamentos industriais. Verifique certificados do produto para conformidade com diretrizes locais e setor (por exemplo, normas para ambientes Ex, quando aplicável). Em aplicações médicas, dispositivos devem cumprir normas específicas (ex.: IEC 60601-1), o que geralmente exige soluções certificadas.

Para projetos com requisitos de segurança funcional, avalie necessidade de conformidade com IEC 61508 (SIL) e normas de segurança de máquinas (ISO 13849). Documente validação e testes, e mantenha revisão de firmware e configuração para rastreabilidade.

Recomenda-se sempre solicitar folha de dados (datasheet) e certificados atualizados ao fornecedor antes da aceitação.

Conclusão e chamada para ação — Solicite suporte e cotação para o módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS

O módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS é uma solução compacta e robusta para consolidar redes CANopen em projetos industriais, oferecendo recursos de mapeamento, diagnóstico e fácil integração com SCADA/IIoT. Seu uso reduz complexidade de integração, aumenta confiabilidade e facilita manutenção com ferramentas de configuração e suporte técnico. Avalie requisitos de rede, topologia e segurança antes da implantação.

Se desejar especificações detalhadas, suporte técnico ou cotação, entre em contato com a equipe técnica especializada. Para aplicações que exigem essa robustez, a série módulo CANopen mestre de 1 porta inteligente da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e solicite cotação em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/modulo-canopen-mestre-de-1-porta-inteligente. Para outras soluções e gateways, acesse também nossa página de produtos em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados.

Incentivo à interação: comente abaixo suas dúvidas técnicas, descreva seu caso de uso e nossa equipe responderá com recomendações práticas. Pergunte sobre templates de PDO/SDO e podemos gerar exemplos adaptados ao seu dicionário de objetos.

Leandro Roisenberg

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