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Módulo CAN Programável de 1 Porta Para bus Paralelo

Leandro Roisenberg

Introdução

O módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) da ICP DAS é um dispositivo de comunicação industrial projetado para inserir inteligência local em redes CAN, permitindo programabilidade embarcada, isolamento elétrico robusto e integração direta com arquiteturas IIoT e SCADA. Neste artigo explicarei de forma clara o que é o módulo, seus componentes principais e o conceito técnico por trás do produto, incluindo referências a normas como ISO 11898 (padrão CAN) e práticas de projeto para EMC (IEC 61000). A palavra-chave principal — módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) — já aparece neste parágrafo, assim como termos secundários como CANopen, J1939, bus paralelo e IIoT.

Em redes industriais, o módulo atua como um nó inteligente que traduz mensagens CAN para protocolos de nível superior, realiza pré-processamento de dados e executa lógica local para reduzir latência e tráfego de rede. Pense no módulo como um pequeno PLC com uma interface física CAN: ele funciona como gatekeeper e como pré-processador de frames, garantindo sincronização e tempos de resposta determinísticos quando integrado em topologias de barramento paralelo. Esta abordagem melhora a resiliência da planta e simplifica arquiteturas de edge computing.

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/. Convido você a comentar dúvidas técnicas, compartilhar casos de uso específicos e solicitar detalhes de integração; isso nos ajuda a direcionar exemplos práticos e snippets de código para cenários reais de aplicação.

O que é o módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) — visão geral e conceito fundamental

O módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) da ICP DAS combina uma interface física CAN conforme ISO 11898 com um microcontrolador programável, isolação galvanicamente robusta e recursos de diagnóstico. Seu propósito é permitir que integradores e engenheiros implementem lógica distribuída perto da fonte de dados, reduzindo a necessidade de tráfego contínuo ao SCADA ou PLC. Em projetos IIoT, ele atua como um nó edge para filtragem e transformação de mensagens CAN.

Tecnicamente, a arquitetura inclui transceivers CAN de alta velocidade, opções de isolamento de sinal típicas de 2.5 kV a 4 kV, e suporte a topologia bus paralelo, que permite conexões físicas simples em ambientes com rotas múltiplas de comunicação. A programabilidade pode ser exposta via linguagens e ferramentas ICP DAS (por exemplo, suporte a scripts ou ambientes IEC 61131-3/ISaGRAF), facilitando rotinas de pré-processamento e publicação de telemetria.

O módulo é indicado quando se precisa de baixa latência, diagnóstico local e escalabilidade modular. Ele resolve problemas comuns como sobrecarga de rede, falta de visibilidade em nós remotos e necessidade de isolamento elétrico em ambientes severos, assegurando conformidade com requisitos de EMC (IEC 61000) e permitindo estimativas de confiabilidade como MTBF (ex.: >300.000–1.000.000 h dependendo do modelo e condições de operação).

O produto em poucas palavras — função e propósito

O módulo fornece uma porta CAN programável que opera em topologia de bus paralelo, permitindo leitura/escrita de frames CAN, aplicação de filtros e roteamento para redes IP ou barramentos locais. Em uma linha, serve para conectar sensores, atuadores e ECUs ao ecossistema de automação com lógica local embarcada e capacidade de publicação para IIoT.

Seu propósito prático é reduzir o volume de dados enviado ao centro de controle, executar ações imediatas localmente (por exemplo, intertravamentos, contadores ou agregações) e facilitar diagnósticos em campo. Isso é especialmente útil em linhas de produção, veículos industriais e subestações onde latência e disponibilidade são críticas.

Além disso, o módulo facilita a interoperabilidade com protocolos como CANopen, J1939 e Modbus, traduzindo frames CAN para registros acessíveis por SCADA/IIoT, criando um ponto de integração eficiente entre OT e IT.

Diferenciais de design e arquitetura do módulo

A arquitetura física inclui um transceiver CAN de alta imunidade a ruído, isolamento galvanicamente separado entre porta CAN e alimentação, e montagem em trilho DIN para ambiente industrial. O design enfatiza robustez: bornes para terminação, LED de status e proteção contra inversão de polaridade.

Logicamente, o diferencial é a programabilidade embarcada que permite executar lógica em tempo real, filtros configuráveis por ID/CAN, buffers e filas FIFO para lidar com bursts de tráfego. O conceito de bus paralelo facilita a redundância física e segmentação de topologias para minimizar impacto de falhas individuais.

Do ponto de vista de integração, o módulo oferece interfaces de configuração via Web/CLI/softwares ICP DAS e APIs para exportar dados via Modbus/TCP, MQTT ou OPC UA por gateways, proporcionando flexibilidade para arquiteturas edge e cloud.

Principais aplicações e setores atendidos pelo módulo

O módulo é aplicado em automação industrial, utilities (água, energia), transporte, agrícola e OEMs que necessitam de comunicações CAN confiáveis com processamento local. Em produção, ele monitora ECUs, caixas de eixo e sensores CAN para controle de máquina em tempo real. Em utilities, é útil para monitoramento de transformadores e comunicação com RTUs.

No setor de transporte e veículos industriais, suporta telemetria veicular, diagnóstico em frotas e integração com J1939. Em agricultura, conecta implementos e tratores com ECUs CAN, otimizando atuação autônoma e telemetria. Seu uso em subestações permite interface com proteções e relés que já utilizam CAN ou protocolos proprietários.

Por fim, OEMs o incorporam em painéis e máquinas para reduzir custo de cabeamento e acelerar comissionamento, centralizando lógica local e fornecendo diagnósticos padronizados, com ganho em MTBF e disponibilidade do sistema.

Setores industriais prioritários (indústria, energia, transporte, agrícola)

Na indústria manufatureira, o módulo reduz latência entre sensores CAN e controladores, permitindo controles de ciclo rápido e coleta de KPIs em edge. Em energia e utilities, sua isolação e conformidade EMC garantem operação perto de fontes de alta interferência eletromagnética.

No transporte e veículos pesados, o suporte a J1939 e robustez térmica tornam o módulo ideal para telemetria e diagnóstico embarcado. Na agricultura, ele conecta nós distribuídos nos implementos, suportando cenários off-road e variações de tensão na alimentação.

Para cada setor, a justificativa técnica inclui requisitos de isolamento, imunidade a transientes (IEC 61000-4-5), robustez mecânica e conformidade com padrões de comunicação, assegurando interoperabilidade e facilidade de manutenção.

Casos de uso em automação predial e veículos industriais

Em automação predial, o módulo pode integrar subsistemas HVAC e geração distribuída com controladores que usam CAN para sensores de energia e iluminação, permitindo agregação local de dados para gestão de energia (PFC e qualidade de alimentação). Isso facilita respostas locais a eventos sem congestionar a rede central.

Em veículos industriais (empilhadeiras, caminhões), o módulo atua como concentrador CAN que implementa regras de segurança e telemetria, reportando condições operacionais por MQTT para um gateway telemétrico, reduzindo necessidade de intervenção manual e aumentando disponibilidade operacional.

Em ambos os casos, o módulo melhora diagnóstico por permitir captura de frames críticos, alarmes locais e políticas de logging configuráveis, o que acelera troubleshooting e reduz MTTR.

Especificações técnicas do módulo — tabela resumida com CANopen | J1939 | Modbus

Especificação Valor típico Unidade Observações
Modelo ICP DAS CAN-1P-P Exemplo de referência
Tipo de porta CAN / Topologia 1 porta CAN / Bus Paralelo Transceiver ISO 11898
Taxa de transmissão 10 k – 1 M bps Suporte a CAN High-Speed
Níveis de isolamento 2.5 – 4.0 kV Galvânico entre CAN e alimentação
Alimentação 10 – 30 VDC Proteção contra inversão
Consumo 50 – 200 mA Depende de carga e I/O
Temperatura de operação -40 a +75 °C Grau industrial
Dimensões e montagem 110 x 22 x 95 mm / DIN rail Montagem em trilho DIN
Protocolos suportados CANopen, J1939, Modbus, MQTT Tradução/local mapping
Programabilidade IEC 61131-3 / Script Suporte a ISaGRAF / API REST
Certificações e normas ISO 11898, IEC 61000, IEC 62368-1 EMC e segurança elétrica

Notas detalhadas sobre cada especificação

Taxa de transmissão: escolher 125 kbps para redes longas e 500 kbps–1 Mbps para aplicações de alto desempenho. A taxa impacta comprimento máximo do bus e tempo de resposta determinístico.

Isolamento: níveis de 2.5–4 kV protegem contra loops de terra e transientes; essencial em subestações e ambientes com grande presença de ruído conducionado. O isolamento também aumenta MTBF ao reduzir falhas por sobretensão.

Programabilidade e protocolos: o suporte a CANopen, J1939 e Modbus permite interoperabilidade com PLCs e gateways; a possibilidade de programar lógicas locais reduz tráfego e melhora latência, sendo crítica para aplicações com SLAs rígidos.

Importância, benefícios e diferenciais do produto

O módulo entrega confiabilidade, baixa latência e integrabilidade, culminando em ganho operacional imediato: menos tráfego de rede, respostas locais em milissegundos e diagnósticos que reduzem MTTR. Isso se traduz em ROI rápido, especialmente em linhas automatizadas e frotas que demandam telemetria contínua.

Do ponto de vista de negócio, a capacidade de executar regras locais evita investimentos em servidores adicionais e simplifica arquiteturas IIoT, convertendo dados CAN brutos em métricas prontas para visualização em SCADA ou plataformas cloud. Isso reduz custos de engenharia e acelera a entrega de insights.

Comparado a módulos genéricos, o ICP DAS oferece isolação superior, ferramentas de configuração industrial e suporte a padrões de mercado, além de uma cadeia de suporte técnico consolidada, reduzindo risco de integração e garantindo conformidade normativa (IEC 61000 e ISO 11898).

Benefícios imediatos (confiabilidade, latência, integrabilidade)

Benefícios mensuráveis incluem: redução do tráfego de rede em até 70% via filtragem local, melhoria na latência de reação a eventos críticos (ms), e aumento da disponibilidade por isolamento e proteção contra transientes. Esses ganhos são quantificáveis em produtividade e diminuição de paradas.

A integrabilidade com SCADA e plataformas IIoT permite que dados sejam publicados por MQTT/OPC UA, acelerando projetos de analytics e manutenção preditiva. A consistência de interfaces reduz tempo de desenvolvimento e diminui bugs em tradução de protocolos.

Além disso, ganhos em conformidade eletromagnética e robustez térmica garantem operação contínua em ambientes industriais severos, o que é crítico para utilities e transporte.

Diferenciais técnicos comparativos com competidores genéricos

Os diferenciais incluem isolamento galvanicamente calculado, transceivers CAN de alta imunidade, e uma stack de software otimizada para automação. A programabilidade nativa (IEC 61131-3/ISaGRAF) permite replicar lógicas de PLC no próprio nó.

Competidores genéricos muitas vezes oferecem apenas função de repetidor/translator; o ICP DAS entrega lógica aplicacional e integração com ferramentas de gestão. Suporte técnico e documentação para MTBF, testes EMC (IEC 61000) e certificações industriais também diferenciam o produto.

A disponibilidade de APIs e drivers prontos (CANopen, J1939, Modbus) acelera time-to-market e reduz custos de customização, tornando-o mais adequado para projetos críticos.

Guia prático: Como instalar e usar o módulo passo a passo

Antes de instalar, verifique documentação, firmware e compatibilidade com topologia CAN. Prepare ferramentas: multímetro, torquímetro, osciloscópio e sniffer CAN. Tenha um checklist que inclui terminação de bus, polaridade de alimentação e plano de aterramento.

Na montagem, fixe o módulo em trilho DIN, conecte alimentação com proteção e realize aterramento local. No bus paralelo, garanta terminação correta em ambas extremidades (120 Ω) e evite junções T que criem reflexões. Use cabos blindados de pares trançados para minimizar ruído.

Por fim, programe via software ICP DAS, carregue lógica inicial e execute testes de loopback e stress. Realize validação com frames de diferentes IDs, monitore sinais elétricos no osciloscópio e verifique logs para erros CRC ou bit stuffing.

Pré-requisitos e checklist de instalação

Checklist mínimo:

  • Documentação técnica e firmware atualizado;
  • Cabos CAN blindados (par trançado);
  • Fonte 10–30 VDC com proteção PFC se em grande painel;
  • Ferramentas: sniffer CAN, multímetro, osciloscópio;
  • Esquema de aterramento e terminação.

Verifique tensão de alimentação e polaridade antes de energizar. Confira resistência de terminação (120 Ω) e presença de resistores de pull-up/pull-down conforme necessário. Assegure espaço para dissipação térmica.

Considere limites de MTBF e plano de manutenção preventiva, incluindo atualização de firmware e testes periódicos de integridade do bus.

Passo 1 — Montagem e fiação do Bus Paralelo e alimentação

Fixe o módulo em trilho DIN garantindo boa ventilação. Conecte alimentação 10–30 VDC ao borne apropriado e instale fusíveis rápidos para proteção de curto-circuito. Aterramento deve ser firme e local.

Conecte o bus CAN usando cabo blindado, mantendo pares trançados e evitando loops de terra. Coloque resistores de terminação de 120 Ω nas extremidades do bus; se o módulo for extremidade, ative terminação integrada.

Evite proximidade com cabos de potência e fontes de interferência; se necessário, utilize filtros EMI e organize o cabeamento conforme normas IEC 61000.

Passo 2 — Configuração inicial via software ICP DAS

Conecte o módulo à rede de configuração (USB/Ethernet conforme modelo) e abra a ferramenta ICP DAS. Atualize firmware e carregue perfil base. Configure taxa CAN, IDs válidos, filtros e parâmetros de timeout.

Defina mapeamento para protocolos superiores (ex.: CANopen PDOs para registros Modbus). Configure logs, alarmes e política de retenção de dados. Salve configuração e documente versão de firmware usada.

Teste conectividade via ferramenta de diagnóstico e verifique LEDs de status, counters de erro e leituras iniciais de telemetria.

Passo 3 — Programação e lógica aplicacional (exemplos de rotina)

Implemente rotinas típicas: filtragem por ID, contadores por evento, agregação de valores e geração de alarmes. Exemplo conceitual: contador de pulsos por ID que publica média por minuto via MQTT.

Use boas práticas: debounce para sinais ruidosos, watchdogs para recuperar lógica em falha e políticas de fallback (modo seguro). Modularize código e mantenha versionamento para rollback rápido.

Teste loops críticos em bancada com simulator CAN e depois em campo; valide performance sob carga (stress test) e verifique métricas de latência.

Passo 4 — Testes, validação e procedimentos de comissionamento

Realize testes funcionais: leitura/escrita de frames, latência end-to-end, comportamento sob perda de rede. Meça erros de comunicação (CRC, stuffing) e verifique logs por retransmissões.

Valide com ferramenta sniffer CAN e osciloscópio para assegurar integridade de forma física (tensão diferencial correta). Documente resultados e critérios de aceitação (p.ex., zero erros em 24 h de teste de stress).

Implemente comissionamento em fases: bancada, piloto, roll-out; mantenha plano de rollback e contatos de suporte técnico.

Procedimentos de manutenção preventiva e atualização de firmware

Faça backups regulares da configuração e mantenha firmware atualizado com changelogs. Periodicamente verifique cabos, terminação e contadores de erro do módulo.

Agende inspeções anuais para verificar integridade de isolamento e limpeza de conectores. Mantenha registros de MTBF e eventos para análise preditiva.

Use procedimentos seguros para atualização OTA ou local, seguindo recomendações de rollback e janelas de manutenção para evitar interrupções.

Integração do módulo com sistemas SCADA e plataformas IIoT (CANopen | J1939 | Modbus)

O módulo integra-se a SCADA via Modbus/TCP, OPC UA ou gateways que traduzem CANopen/J1939 para protocolos de supervisão. Em arquiteturas IIoT, publique telemetria por MQTT para brokers locais ou cloud, aplicando TLS para segurança.

A tradução pode ser feita localmente (edge) para reduzir latência e preservar largura de banda. Gateways ICP DAS podem encapsular frames CAN em JSON para plataformas analíticas, mantendo mapeamento consistente de IDs e PDOs.

Segurança é essencial: segregue redes OT e IT, aplique ACLs, use VPN para acesso remoto e autenticação mútua nos brokers MQTT ou servidores OPC UA, minimizando superfície de ataque.

Protocolos e drivers suportados (CANopen, Modbus, MQTT, OPC UA)

O módulo suporta drivers nativos para CANopen (NMT, PDO, SDO), J1939, Modbus e publicação por MQTT/OPC UA via gateway. Isso permite interoperabilidade com PLCs, SCADA e soluções cloud.

Drivers prontos reduzem tempo de integração; por exemplo, mapeamento CANopen PDO → Modbus Holding Registers facilita leitura direta no SCADA. J1939 é tratado para aplicações veiculares e telemetria.

Para IIoT, MQTT com topics configuráveis e QoS permite integração com plataformas de analytics; OPC UA oferece modelo de informação padronizado para sistemas industriais.

Arquiteturas de integração recomendadas (gateway, edge, cloud)

Arquitetura recomendada: módulo CAN na borda → gateway edge (tradução e segurança) → broker MQTT/OPC UA → plataforma cloud/SCADA. Essa hierarquia permite processamento local e escalabilidade.

Para aplicações críticas, implemente redundância de gateways e rotas alternativas para tolerância a falhas. Edge computing reduz latência e custos de comunicação.

Documente fluxos de dados e SLA para cada camada, garantindo que políticas de segurança e compliance sejam aplicadas de ponta a ponta.

Segurança, autenticação e melhores práticas de rede industrial

Separe redes OT/IT com VLANs e firewalls industriais, aplique autenticação baseada em certificados e renove credenciais periodicamente. Use TLS para MQTT e HTTPS para APIs de gestão.

Implemente monitoramento contínuo de integridade e logs centralizados para detecção de anomalias. Teste cenários de intrusão e atualize firmware para mitigar vulnerabilidades.

Mantenha políticas de acesso mínimo e segregação de funções para reduzir risco operacional e cumprir normas de segurança industrial.

Exemplos práticos de uso do módulo — estudos de caso e templates

Caso 1: monitoramento de CAN em linha de produção. O módulo captura frames de servos, agrega tempos de ciclo e envia KPIs por MQTT ao SCADA. Diagrama: sensores → módulo CAN → gateway MQTT → SCADA. Métricas: latência <10 ms, redução de tráfego em 60%.

Caso 2: telemetria veicular com J1939. O módulo processa parâmetros do motor e publica dados via 4G Gateway para cloud. Fluxo: ECU J1939 → módulo → conversão J1939→MQTT → painel telemetria. Painel exibe RPM, consumo, e alarmes.

Caso 3: subestações. O módulo interliga relés e RTUs em topologia segmentada, oferecendo isolamento crítico e lógica de redundância. Estratégia inclui watchdogs, terminação correta e políticas de failover.

Caso 1 — Monitoramento de CAN em máquinas de produção (com diagrama)

Diagrama conceitual: Controlador de máquina ↔ Bus CAN ↔ Módulo ICP DAS (pré-processamento) → Gateway Modbus/TCP → SCADA. Parâmetros-chave: IDs monitorados, frequência de amostragem e policies de upload (on-change vs periodic).

Métricas a monitorar: latência de evento, taxa de erros CAN, utilização de CPU do módulo e contadores de retransmissão. Critérios de aceitação: <1% perda de frames críticos em 24 h.

Implementação prática inclui filtragem de IDs, agregação e publicação por MQTT para analytics e dashboard.

Caso 2 — Telemetria veicular industrial usando bus paralelo CAN

Fluxo: múltiplos ECUs J1939 → Bus CAN paralelo → Módulo programável → Gateway 4G → Cloud. A conversão para MQTT permite enviar dados comprimidos e certificados TLS para segurança.

Painel mínimo inclui: localização, horas motor, consumo combustível e alarmes. Requisitos de campo: proteção contra vibração, faixa térmica ampliada e proteções EMC.

Teste de campo inclui validação de comunicação em condições de ruído e variação de alimentação, com logs para análise de perda de frames.

Caso 3 — Integração em subestações e automação de infraestrutura crítica

Estratégia: usar módulos com isolamento reforçado e política de redundância. Implementar lógica local para intertravamentos e publicação apenas de eventos críticos para reduzir exposição.

Requisitos normativos: conformidade com padrões EMC (IEC 61000), documentação de teste e procedimentos de manutenção. Use protocolos padronizados para interoperabilidade entre fornecedores.

Plano de contingência cobre recuperação de configuração e atualização controlada de firmware em janela programada.

Comparações técnicas: módulo vs outros módulos ICP DAS e alternativas do mercado

Critérios: funcionalidade, desempenho, programabilidade e suporte técnico. O módulo destaca-se por programabilidade nativa, isolamento superior e suporte a protocolos automotivos (J1939). Outros módulos podem priorizar múltiplas portas ou redundância física, dependendo da necessidade.

Produtos similares da ICP DAS incluem módulos com múltiplas portas CAN ou gateways com conversão nativa para Ethernet industrial. Escolha depende de requisitos: alto throughput vs lógica embarcada. Avalie também custo total de propriedade (TCO) e SLAs de suporte.

Alternativas de mercado oferecem preços competitivos, mas frequentemente carecem de ferramentas de engenharia e documentação industrial. Trade-offs comuns envolvem personalização vs tempo de integração.

Produtos ICP DAS similares — quando escolher cada um

Escolha o módulo de 1 porta quando necessidade for lógica embarcada e integração simples. Para arquiteturas com múltiplos segmentos CAN, considere módulos com 2+ portas ou gateways multi-bus.

Se a aplicação requer conversão nativa para Ethernet industrial ou protocolos redundantes, selecione modelos ICP DAS com funcionalidades específicas de gateway. Priorize suporte ao ciclo de vida e disponibilidade de drivers.

Consulte comparativos técnicos e fale com especialistas para alinhar requisitos de performance e conformidade.

Alternativas do mercado e trade-offs comuns

Competidores podem oferecer maior número de portas ou preço mais baixo, porém com menor robustez EMC e ferramentas de programação limitadas. Trade-offs incluem menor documentação e ciclos de firmware menos frequentes.

Avalie certificações, testes EMC (IEC 61000), e experiência do fornecedor em projetos de utilities e transporte. Considerar suporte local e disponibilidade de estoque é crítico para projetos em larga escala.

Erros comuns, armadilhas técnicas e como evitá-los com o módulo

Erros comuns: terminação incorreta, loops de terra, configuração de taxa inadequada e falta de isolamento. Todos resultam em perda de frames e instabilidade. Para evitar, siga checklist de instalação e boas práticas de cabeamento.

Outro problema recorrente é não atualizar firmware ou não testar sob cargas reais; realizar testes de stress com sniffer CAN e osciloscópio é essencial. Use watchdogs e políticas de fallback para minimizar impacto de falhas.

Ferramentas úteis: sniffer CAN, osciloscópio diferencial, analisadores de protocolo e logs do próprio módulo. Esses instrumentos ajudam a isolar problemas físicos e lógicos rapidamente.

Problemas elétricos e de comunicação mais recorrentes

Principais causas: terminação ausente, taxa de bit errada, conectores oxidados e interferência eletromagnética. Sintomas incluem CRC errors, retransmissões e perda de sincronismo.

Correções rápidas: conferir terminação (120 Ω), checar resistência do cabo, testar com osciloscópio e isolar o cabo de fontes de potência. Reconfigure taxa e filtros conforme topologia.

Manutenção preventiva reduz incidência; substitua cabos danificados e garanta conexões firmes.

Dicas de diagnóstico e ferramentas úteis (logs, osciloscópio, sniffer CAN)

Use sniffer CAN para capturar frames e analisar IDs e tempos entre frames. O osciloscópio diferencial confirma níveis físicos e presença de reflexões. Consulte counters de erro no módulo.

Logs e telemetria do módulo ajudam rastrear eventos antes de falhas. Ferramentas de software ICP DAS permitem diagnóstico remoto e coleta de traces para suporte técnico.

Documente todo troubleshooting para acelerar resolução em futuras ocorrências.

Conclusão

O módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) da ICP DAS é uma solução robusta para integrar redes CAN em arquiteturas industriais e IIoT, oferecendo programabilidade, isolamento e compatibilidade com protocolos como CANopen, J1939 e Modbus. Seus pontos fortes incluem redução de latência, diagnósticos locais e integração simplificada com SCADA e plataformas cloud. Para aplicações que exigem essa robustez, a série módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/modulo-can-programavel-de-1-porta-bus-paralelo.

Se deseja um comparativo com outros módulos ICP DAS ou exemplos de integração com gateways IIoT, veja também nossos artigos técnicos em https://blog.lri.com.br/como-integrar-canopen e https://blog.lri.com.br/iiot-edge-gateway. Para aplicações específicas, consulte a documentação de produto e solicite uma cotação: Para aplicações que exigem essa robustez, a série módulo CAN programável de 1 porta (Bus Paralelo) da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e solicite suporte via https://blog.lri.com.br/.

Incentivo você a comentar com dúvidas, casos reais de aplicação ou solicitações de snippets de programação; responderemos com exemplos personalizados e suporte técnico. Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Leandro Roisenberg

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