Introdução
A automação industrial moderna exige módulos de E/S robustos, determinísticos e fáceis de integrar a arquiteturas SCADA, PLC e IIoT. Nesse contexto, o módulo de E/S FRNet com DO isolado de 16 canais ICP DAS destaca-se como uma solução otimizada para aquisição de dados industrial, comando de cargas e interligação com sistemas de controle de máquinas e integração SCADA. Com saídas digitais isoladas, topologia em anel ou linha e comunicação FRNet de alta confiabilidade, ele atende diretamente às demandas de remote I/O em ambientes agressivos.
Este artigo foi elaborado para engenheiros de automação, integradores de sistemas, OEMs e profissionais de TI industrial que precisam entender em profundidade o funcionamento, as aplicações e as especificações desse tipo de módulo de saída digital isolada. A partir de uma visão sistêmica, relacionaremos o FRNet à realidade de Indústria 4.0, sistemas IIoT e plantas com requisitos severos de disponibilidade e EMC.
Ao longo do conteúdo, apresentaremos guias práticos, comparações técnicas e boas práticas de instalação e manutenção, além de links para materiais complementares e produtos correlatos da ICP DAS. Fique à vontade para comentar, tirar dúvidas e compartilhar experiências de campo ao final do artigo; seu feedback é fundamental para aprofundarmos o debate técnico.
Introdução ao módulo de E/S FRNet com DO isolado de 16 canais ICP DAS: visão geral
O que é o módulo de E/S FRNet com DO isolado de 16 canais ICP DAS e qual seu papel na aquisição de dados industrial?
O módulo de E/S FRNet com 16 canais de saída digital isolada (DO) é um dispositivo de remote I/O projetado para comandar atuadores em campo — como válvulas solenóides, contatores, relés, motores e iluminação — mantendo isolamento elétrico entre o nível de controle e o nível de potência. Cada canal DO é tipicamente NPN/PNP transistor ou relé de estado sólido, com capacidade de chaveamento de correntes adequadas a ambientes industriais.
Seu papel central na aquisição de dados industrial e no controle é atuar como ponte entre o barramento FRNet e os dispositivos de campo, permitindo que controladores ICP DAS, PLCs ou sistemas SCADA escrevam estados lógicos (LIG/DESL) de forma determinística, mesmo em redes extensas. Ao contrário de módulos de E/S genéricos, o FRNet prioriza baixa latência e sincronismo, características fundamentais em aplicações de controle discreto.
Na prática, isso significa que as saídas digitais do módulo podem ser atualizadas em ciclos fixos, com tempos de varredura (scan time) previsíveis, atendendo exigências de normas de segurança de máquinas e de funcionamento confiável em ambientes industriais de média e alta criticidade.
Arquitetura FRNet da ICP DAS: conceito, topologia e principais vantagens
O FRNet é uma arquitetura de rede proprietária da ICP DAS focada em comunicação de alta velocidade e baixa complexidade para E/S distribuída. Em vez de depender de protocolos pesados sobre Ethernet ou fieldbus tradicionais, o FRNet utiliza uma comunicação mestre-escravo determinística, com telegramas de tamanho fixo e mapeamento direto de bits de entrada e saída. Isso simplifica o projeto de sistemas em que o tempo de resposta é crítico.
Topologicamente, o FRNet permite conexões em linha e anel, suportando caminhos redundantes em alguns arranjos e distâncias significativas entre módulos. A comunicação é feita por meio de cabos simples (frequentemente par trançado), reduzindo o custo de infraestrutura em comparação com Ethernet industrial em aplicações onde não é exigida camada IP. A expansão de canais é facilitada pela numeração sequencial de nós e mapeamento direto de endereços de E/S.
Entre as principais vantagens, destacam-se: baixa latência, alta imunidade a ruídos, configuração simples, e escalabilidade modular. Para o integrador, isso se traduz em menor tempo de engenharia e comissionamento, além de maior previsibilidade no comportamento do sistema, especialmente em linhas de produção automatizadas e controle de máquinas.
Principais aplicações do módulo de DO isolado de 16 canais em automação industrial e aquisição de dados
Setores que se beneficiam do módulo de DO isolado de 16 canais
Indústrias automotivas e de manufatura discreta utilizam amplamente módulos de saída digital isolada para comando de cilindros pneumáticos, esteiras, robôs e dispositivos de picking. O FRNet com 16 DO isolados é especialmente indicado para células de montagem, estações de teste e ilhas de automação onde é necessário grande número de saídas em pouco espaço.
No setor de utilities (energia, água, saneamento, gás), o módulo é aplicado em painéis de comando para acionamento de chaves seccionadoras, bombas, válvulas e sistemas auxiliares. O isolamento das saídas protege o sistema de controle contra surtos e transitórios típicos desses ambientes, frequentemente expostos a descargas atmosféricas e manobras de rede.
Em infraestrutura crítica, como data centers, aeroportos e sistemas de iluminação pública, o módulo FRNet com DO isolado responde por funções como comando de iluminação, sinalização, damper de ar-condicionado e sistemas de segurança. A alta disponibilidade e a simplicidade de diagnóstico tornam o equipamento adequado para contratos de SLA rigorosos.
Casos típicos de uso em campo: controle de máquinas, linhas de produção e sistemas de utilidades
Em linhas de produção automatizadas, o módulo é utilizado para acionar sinais de start/stop de motores, travas pneumáticas, dispositivos de indexação e sistemas de alarme luminoso (torres sinalizadoras). A confiabilidade das saídas é essencial para evitar paradas de linha e garantir a repetibilidade de ciclos de máquina.
No controle de máquinas especiais, como prensas, injetoras, máquinas de embalagem ou CNC auxiliares, as 16 saídas podem ser alocadas para funções de clamp, avanço/recuo, eject, corte e acionamento de proteções mecânicas. A compatibilidade do FRNet com controladores ICP DAS e gateways para PLCs amplia a flexibilidade, permitindo que o mesmo hardware seja reutilizado em diferentes projetos.
Em sistemas de utilidades, o módulo de DO isolado ativa bombas, ventiladores, válvulas on/off, motobombas de drenagem e sistemas de backup. Em conjunto com módulos de entrada digital e analógica, constrói-se uma malha completa de telemetria e telecontrole. Para aplicações que exigem essa robustez, a série de módulos FRNet de DO da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações completas em:
https://www.lri.com.br/aquisicao-de-dados/modulo-de-es-frnet-com-do-isolado-de-16-canais
Especificações técnicas do módulo FRNet: visão detalhada para projetistas e integradores
Tabela de características elétricas, mecânicas e de comunicação do módulo FRNet
Abaixo, um exemplo de especificações típicas de um módulo FRNet com DO isolado de 16 canais ICP DAS (valores exatos devem ser confirmados na ficha técnica do modelo específico):
| Parâmetro | Valor típico |
|---|---|
| Número de canais DO | 16 saídas digitais isoladas |
| Tipo de saída | Transistor (NPN/PNP) ou relé de estado sólido |
| Tensão de saída | 5–30 Vdc (transistor) |
| Corrente máxima por canal | 0,5 A a 1 A (conforme modelo) |
| Isolação canal–barramento | 3 kVrms (opcional 2–4 kVrms) |
| Comunicação | FRNet, mestre-escravo |
| Conectores de E/S | Bornes plug-in ou terminais de parafuso |
| Temperatura de operação | -25 °C a +75 °C (típico) |
| Grau de proteção | IP20 (montagem em painel / trilho DIN) |
Essas características garantem que o módulo possa ser instalado em painéis elétricos padrão, com montagem em trilho DIN, ocupando pouco espaço e suportando as variações térmicas comuns em ambientes industriais. A corrente por canal é dimensionada para a maior parte dos atuadores de comando, e canais podem ser agrupados para cargas com correntes superiores via relés auxiliares.
Os conectores pluggáveis facilitam a manutenção e a substituição em campo, bem como a pré-montagem de chicotes de cabos. O isolamento entre canais e barramento reforça a proteção do sistema contra sobretensões, ruídos de comutação e falhas de aterramento.
Requisitos de alimentação, proteção e normas atendidas (EMC, segurança, ambiente industrial)
O módulo FRNet é tipicamente alimentado em 24 Vdc, com faixa de operação estendida (ex.: 10–30 Vdc), permitindo tolerância a quedas e picos de tensão. A potência consumida é relativamente baixa, mas deve ser considerada no dimensionamento da fonte e na distribuição de cargas sobre trilhos de alimentação de painel.
Do ponto de vista normativo, os módulos ICP DAS costumam ser projetados em conformidade com diretrizes de EMC (compatibilidade eletromagnética), seguindo normas IEC/EN da família 61000 (por exemplo, IEC 61000-4-2 para ESD, IEC 61000-4-4 para EFT e IEC 61000-4-5 para surto). Em termos de segurança elétrica, referências como IEC/EN 62368-1 (equipamentos de tecnologia da informação) podem ser aplicáveis à eletrônica de controle e comunicação.
A instalação em ambiente industrial exige atenção aos requisitos de grau de poluição, categoria de sobretensão e aterramento adequado. Em muitos casos, a adoção de dispositivos de proteção adicionais, como supressores de surto (SPD), filtros EMC e fusíveis de proteção por canal ou grupo de canais, é recomendada para aumentar a confiabilidade do sistema a longo prazo.
Entendendo a importância e os benefícios do módulo FRNet na automação e no controle de processos
Benefícios diretos para integradores de sistemas, OEMs e usuários finais
Para integradores, o módulo FRNet com DO isolado de 16 canais reduz o tempo de engenharia, pois oferece padronização de E/S, documentação clara e fácil replicação entre projetos. A combinação de alta densidade de canais e interface FRNet simplifica o dimensionamento de racks e o roteamento de cabos.
OEMs que desenvolvem máquinas seriadas se beneficiam da repetibilidade e da intercambialidade: uma vez que o módulo é homologado no projeto, qualquer máquina da mesma família pode utilizar o mesmo hardware, simplificando estoque de sobressalentes e suporte pós‑venda. Além disso, o isolamento das saídas aumenta a robustez diante de diferentes condições de instalação em clientes finais.
Para o usuário final, os ganhos estão na disponibilidade do sistema, na redução de falhas por interferência elétrica e na facilidade de diagnóstico via LEDs de status e ferramentas de monitoramento. Em ambientes de Indústria 4.0, a confiabilidade de cada ponto de E/S é crucial para alimentar corretamente plataformas de analytics, OEE e manutenção preditiva.
Diferenciais técnicos do módulo FRNet em relação a módulos de saída digital isolada convencionais
Comparado a módulos de saída digital genéricos, o FRNet se destaca pela comunicação determinística e pela baixa latência, importantes em aplicações de controle discreto e sincronismo entre estações. Enquanto soluções baseadas apenas em Ethernet podem sofrer com jitter e variações de tempo de resposta, o FRNet oferece um ciclo de atualização previsível.
Outro diferencial é a integração nativa com a linha ICP DAS, incluindo controladores programáveis, gateways para Modbus, Profibus, PROFINET e MQTT, facilitando o acoplamento a arquiteturas SCADA e IIoT. Essa integração vertical, do campo à nuvem, reduz a necessidade de conversores adicionais e camadas de complexidade.
Além disso, o módulo FRNet com DO isolado é projetado para ambientes industriais reais, com foco em isolamento elétrico, imunidade a ruído e facilidade de manutenção. Isso o diferencia de soluções de E/S baseadas em placas genéricas de PC ou em I/O sem isolamento, que não foram pensadas para suportar surtos, transientes e falhas típicas de painéis industriais.
Guia prático: como instalar, configurar e colocar em operação o módulo FRNet
Pré-requisitos de hardware e software para usar o módulo de E/S FRNet
Para utilizar o módulo de E/S FRNet, é necessário um mestre FRNet — que pode ser um controlador ICP DAS dedicado, um módulo de comunicação acoplado a PLC ou um gateway FRNet‑para‑outro‑protocolo. Verifique sempre a compatibilidade de versão de firmware entre mestre e escravos.
No lado de software, recomenda-se o uso de ferramentas fornecidas pela ICP DAS para configuração, diagnóstico e atualização de firmware, além do ambiente de programação do controlador principal (por exemplo, software SCADA, IDE de PLC ou ferramenta de configuração de gateway). Em muitos casos, o mapeamento de E/S é automático via endereços pré-definidos.
É importante dispor também de infraestrutura básica de cabos, fonte de alimentação 24 Vdc, dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores), e de um painel de montagem com trilho DIN, respeitando as distâncias mínimas entre equipamentos para ventilação.
Passo a passo de instalação física: montagem, cabeamento e alimentação
- Montagem mecânica: fixe o módulo FRNet em trilho DIN horizontal, em painel devidamente aterrados. Evite proximidade excessiva com barramentos de potência de alta corrente para minimizar interferência eletromagnética.
- Cabeamento de alimentação: conecte a fonte 24 Vdc aos bornes de alimentação do módulo, utilizando cabos dimensionados para a corrente total do conjunto de módulos em cascata. Siga a polaridade indicada e inclua dispositivos de proteção na alimentação.
- Cabeamento das saídas: conecte cada canal DO aos atuadores correspondentes, observando a polaridade (para saídas a transistor) e a corrente máxima por canal. Em cargas indutivas (bobinas, contatores), utilize diodos de roda livre ou supressores RC para reduzir picos de tensão.
Após o cabeamento, verifique o aperto dos bornes, a continuidade e o isolamento em relação ao terra. Recomenda-se a etiquetagem clara dos fios e canais para facilitar manutenção e futuras expansões.
Configuração e endereçamento em rede FRNet: boas práticas para evitar conflitos e falhas
A configuração de endereços em FRNet é geralmente feita por DIP switches ou registradores de configuração, definindo o ID de cada módulo na rede. É fundamental planejar antecipadamente o mapa de endereços para evitar sobreposição entre módulos e assegurar um layout lógico das E/S.
Durante a comissionamento, utilize as ferramentas do mestre FRNet para verificar a presença dos nós, monitorar o status de comunicação e testar individualmente cada canal de saída. O teste inicial pode incluir a comutação manual de canais para validar cabeamento e carga.
Para evitar falhas, mantenha distâncias e impedâncias de cabos dentro das recomendações do fabricante, utilize terminadores quando especificado e observe a topologia (linha/anel). A boa prática inclui também registrar a configuração em documentação técnica acessível à equipe de manutenção.
Como integrar o módulo FRNet com sistemas SCADA, PLCs e plataformas IIoT
Integração do módulo FRNet com SCADA via gateways e controladores ICP DAS
A integração com sistemas SCADA é frequentemente feita por meio de controladores ICP DAS ou gateways FRNet–Modbus/TCP, que expõem os bits de E/S como registradores Modbus. Dessa forma, qualquer SCADA compatível com Modbus/TCP ou Modbus/RTU pode ler e escrever estados nas saídas digitais.
No SCADA, os canais DO do módulo FRNet são mapeados para tags lógicas, permitindo a criação de telas de supervisão, botões de comando, scripts de lógica e alarmes. A atualização em tempo quase real é assegurada pelo comportamento determinístico do FRNet no nível de campo.
Essa arquitetura simplifica a integração em ambientes onde já existe uma infraestrutura SCADA consolidada, evitando mudanças disruptivas na camada de supervisão e concentrando a modernização na camada de campo e de gateways.
Comunicação com PLCs e sistemas legados: mapeamento de E/S e protocolos industriais
Para comunicação com PLCs de terceiros, a ICP DAS oferece gateways que convertem FRNet para protocolos industriais como Modbus, Profibus, PROFINET, EtherNet/IP, entre outros. O PLC enxerga as E/S do módulo FRNet como áreas de memória ou blocos de dados, facilitando o mapeamento na lógica ladder ou estruturada.
Sistemas legados podem ser mantidos enquanto se moderniza o campo com módulos FRNet, preservando investimentos anteriores e permitindo migração gradual para arquiteturas mais abertas. O integrador deve apenas garantir a consistência do mapeamento de bits e a documentação adequada dos endereços.
Para aplicações de controle distribuído, é possível combinar a lógica local em controladores ICP DAS com supervisão centralizada em PLCs ou SCADA, estabelecendo uma hierarquia clara de responsabilidades entre cada camada do sistema.
Conectando o módulo de DO isolado a arquiteturas IIoT e supervisão em nuvem
Em arquiteturas IIoT e Indústria 4.0, os estados das saídas digitais e eventos de comando podem ser publicados em plataformas de nuvem via protocolos como MQTT ou HTTP, a partir de gateways ICP DAS. Isso permite monitorar remotamente o acionamento de cargas, gerar relatórios de uso e implementar lógica de manutenção baseada em eventos.
A integração com dashboards web, sistemas MES e plataformas de analytics possibilita correlações avançadas, como análise de consumo energético por acionamento, tempo de operação de cargas críticas e detecção de padrões anômalos. O módulo FRNet é a camada física confiável que alimenta esses dados.
Se você busca aprofundar a integração entre campo e nuvem, vale consultar outros conteúdos da ICP/LRI sobre IIoT e gateways industriais em:
https://blog.lri.com.br/
Exemplos práticos de uso do módulo FRNet em aplicações reais
Exemplo 1: acionamento de válvulas e motores em uma linha de produção automatizada
Imagine uma linha de montagem automotiva onde diversos motores, cilindros pneumáticos e válvulas precisam ser comandados de forma coordenada. Um módulo FRNet com 16 DO isolados pode ser dedicado ao controle de uma única estação, acionando travas, eixos de posicionamento e sistemas de exaustão.
O controlador central, via FRNet, envia comandos determinísticos para cada canal, sincronizando o avanço da esteira transportadora com o acionamento de dispositivos de aperto, teste e liberação de peças. O isolamento das saídas protege a eletrônica de controle contra surtos gerados por contatores e motores.
Em caso de manutenção, a equipe pode facilmente identificar o canal correspondente ao atuador com falha, utilizando LEDs de status no módulo e testes manuais pelo SCADA, reduzindo o MTTR e aumentando a disponibilidade da linha.
Exemplo 2: controle de iluminação e cargas em infraestrutura predial e data centers
Em um data center, a confiabilidade do sistema de iluminação, ventilação e sinalização é fundamental. Um módulo FRNet de DO isolado pode comandar circuitos de luminárias, exaustores, dampers de controle de fluxo de ar e alarmes visuais, sempre sob supervisão de um sistema BMS ou SCADA predial.
Os comandos podem ser acionados automaticamente com base em sensores de presença, horários programados ou condições ambientais (temperatura, umidade). A integração via gateways com protocolos de automação predial permite que o módulo FRNet conviva com sistemas já existentes, como Modbus ou BACnet.
Graças ao isolamento e à robustez industrial, o módulo suporta comutação frequente e curtos picos de corrente de partida das cargas, aumentando a vida útil do sistema e reduzindo intervenções corretivas.
Exemplo 3: automação de bombas e painéis de comando em saneamento e utilities
Na área de saneamento, estações de bombeamento e elevatórias exigem comando confiável de motores, válvulas e sistemas auxiliares. Um módulo FRNet com 16 DO isolados instalado em um painel local pode acionar bombas em regime de rodízio, válvulas de alívio e sistemas de limpeza.
O FRNet garante a atualização rápida dos comandos enviados a partir de um RTU ou controlador central, mesmo em topologias com múltiplas estações em série. A integração com SCADA de utilities permite monitorar remotamente o estado de cada saída e reagir rapidamente a alarmes.
Para aplicações similares que exigem robustez em E/S remota, vale conhecer também outras soluções de aquisição de dados da ICP DAS, detalhadas no blog da LRI:
https://www.blog.lri.com.br
Comparações do módulo FRNet com outros módulos ICP DAS, erros comuns e detalhes técnicos críticos
Comparativo entre o módulo FRNet de 16 canais e outros módulos de saída digital ICP DAS
Dentro do portfólio ICP DAS, existem módulos de DO em diferentes interfaces: Modbus/RTU, Ethernet (Modbus/TCP), CAN, entre outros. O módulo FRNet se posiciona como solução otimizada para altas velocidades de atualização e sincronismo, enquanto módulos Ethernet oferecem maior flexibilidade de integração IP.
Em termos de densidade, os 16 canais DO oferecem um bom equilíbrio entre compacidade e facilidade de cabeamento; há modelos com menos canais (8) para aplicações menores e com mais canais (32) para alta densidade de E/S. A escolha depende da concentração de atuadores em cada painel.
A interface FRNet também reduz a carga de configuração de rede e endereçamento em comparação com soluções puramente Ethernet, sendo particularmente atrativa para OEMs e integradores que buscam repetir projetos em escala com o mínimo de variação.
Erros comuns na especificação e instalação do módulo de E/S FRNet e como evitá-los
Um erro recorrente na especificação é subdimensionar a corrente por canal, conectando cargas que excedem a capacidade nominal da saída, o que reduz a vida útil do componente ou provoca falhas prematuras. Sempre confira corrente de partida e tipo de carga (indutiva, resistiva, capacitiva).
Na instalação, um equívoco comum é misturar cabeamento de sinais FRNet ou E/S com cabos de potência de alta corrente sem separação física adequada, aumentando o risco de interferência eletromagnética. O uso de calhas separadas, blindagem e aterramento correto é fundamental.
Outro ponto crítico é negligenciar a proteção contra surtos e picos de tensão em ambientes com motores de grande porte ou manobras de rede, o que pode comprometer tanto o módulo quanto o controlador. A adoção de SPD e proteção em cada ramal é recomendada.
Detalhes técnicos que fazem diferença: isolamento, interferência eletromagnética e confiabilidade em campo
O isolamento galvânico entre saídas e barramento FRNet é um fator-chave para a confiabilidade do sistema, pois impede que falhas no circuito de potência se propaguem para o nível lógico. Verifique sempre a tensão de isolamento especificada (por exemplo, 3 kVrms) e sua adequação às normas internas da planta.
A mitigação de interferência eletromagnética (EMI) é alcançada por meio de layout interno adequado, filtros e boas práticas de cabeamento externo. Módulos ICP DAS são projetados para atender testes de EMC definidos em normas IEC 61000, mas a instalação correta é determinante para alcançar a imunidade esperada em campo.
Fatores como MTBF (Mean Time Between Failures), dissipação térmica, qualidade da fonte de alimentação e ventilação do painel contribuem diretamente para a confiabilidade. Em projetos críticos, é recomendável considerar redundância de módulos ou de caminhos de comunicação FRNet.
Boas práticas de manutenção, diagnóstico e expansão de sistemas com o módulo FRNet
Monitoramento de status, diagnóstico de falhas e substituição em campo
O módulo FRNet geralmente possui LEDs de indicação por canal e LEDs de status de comunicação/alimentação, que permitem diagnóstico rápido em campo. O técnico pode identificar se o canal está realmente sendo comandado e se há falhas óbvias de comunicação.
É boa prática registrar periodicamente o estado das E/S e eventos de falha em logs mantidos por SCADA ou controladores. Isso auxilia a identificar padrões de falha, como ativação excessiva de determinadas saídas, que podem indicar problemas na carga ou na aplicação.
A substituição em campo é facilitada por conectores pluggáveis e fixação em trilho DIN. Recomenda-se sempre manter módulos sobressalentes em estoque, principalmente em plantas remotas ou críticas, para reduzir o tempo de indisponibilidade em caso de falhas.
Estratégias para expansão modular de E/S usando FRNet em plantas novas e existentes
Uma das grandes vantagens do FRNet é a expansão modular. Em plantas em crescimento, novos módulos FRNet podem ser adicionados à linha existente, desde que sejam observados limites de nós e comprimento de barramento definidos pelo fabricante.
Em plantas existentes, a migração pode ser feita de forma incremental: segmentos de E/S podem ser substituídos por módulos FRNet mantendo-se, inicialmente, o mesmo controlador mestre via gateways. Aos poucos, pode-se avançar para uma arquitetura mais integrada com controladores ICP DAS e IIoT.
Para aplicações que exigem alta densidade de E/S distribuída em diferentes pontos da planta, a combinação de vários módulos FRNet ao longo de uma única linha ou anel reduz o cabeamento ponto-a-ponto e simplifica consideravelmente o projeto do sistema de automação.
Conclusão
O módulo de E/S FRNet com DO isolado de 16 canais ICP DAS é um componente estratégico para projetos de automação industrial, aquisição de dados industrial e controle de máquinas que exigem alta confiabilidade, baixa latência e integração simplificada com SCADA, PLCs e plataformas IIoT. Sua arquitetura FRNet, combinada a saídas digitais isoladas e design robusto, garante desempenho consistente em ambientes industriais exigentes.
Ao escolher esse módulo, integradores, OEMs e usuários finais se beneficiam de uma solução escalável, fácil de manter e pronta para os desafios da Indústria 4.0, ampliando a visibilidade operacional e a capacidade de controle em tempo real. Para aplicações que exigem essa robustez, a série de módulos FRNet da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e opções de modelos em:
https://www.lri.com.br/aquisicao-de-dados/modulo-de-es-frnet-com-do-isolado-de-16-canais
Se restaram dúvidas, se você quer discutir um caso específico de aplicação ou comparar o FRNet com outras tecnologias de E/S remota, deixe seu comentário e suas perguntas. E, para aprofundar o estudo em automação e IIoT com soluções ICP DAS, consulte outros artigos técnicos em:
Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/