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Módulo Rs-485 Dcon Com 10 Canais Termopar Db-1820

Leandro Roisenberg

Introdução

O I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar é uma solução compacta e robusta de aquisição de dados para medições de temperatura por termopar, com comunicação RS-485 no protocolo DCON (compatível também com Modbus/RTU em muitos cenários). Neste artigo técnico abordamos arquitetura, aplicações industriais, especificações, instalação, integração com SCADA e IIoT, e práticas de medição que engenheiros de automação e integradores precisam conhecer. Termos-chave como termopar, RS-485, DCON, ICP DAS, aquisição de dados, SCADA e IIoT serão usados desde o primeiro parágrafo para otimização semântica e precisão técnica.

O público alvo inclui engenheiros de automação, integradores de sistemas, profissionais de TI industrial e compradores técnicos de utilities, manufatura, energia e OEMs. O conteúdo prioriza E‑A‑T (Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness), citando normas aplicáveis (ex.: IEC/EN 61010-1 para instrumentação e boas práticas de aterramento; recomendações de MTBF para planejamento de manutenção) e conceitos como compensação de junta fria (CJC), resolução, ruído e isolamento galvânico. O objetivo é estabelecer a ICP DAS como referência técnica e oferecer material aplicável em projetos reais.

Leia este artigo como um guia técnico-prático: cada seção traz definições, listas de verificação, comparações e exemplos de comandos DCON/Modbus. Para aplicações que exigem essa robustez, a série I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações completas aqui: https://www.lri.com.br/www-lri-com-br/i-7018z-g/s-modulo-rs-485-dcon-com-10-canais-termopar-inclui-db-1820.

Introdução ao I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar

O I-7018Z-G/S é um módulo de aquisição que fornece 10 entradas independentes para termopares, processando sinais térmicos com condicionamento interno e comunicação RS-485 em DCON, permitindo integração direta a controladores, gateways e sistemas SCADA. A função principal é converter sinais de termopar em valores digitais linearizados e compensados, prontos para registro e controle. Ele é ideal onde é necessária alta densidade de canais e robustez elétrica em ambientes industriais.

Arquitetonicamente, o módulo inclui condicionadores de entrada com CJC (compensação de junta fria), filtro anti-ruído, conversão ADC e isolamento entre canais/COM e rede (valores típicos de isolamento seguem o datasheet). Em topologias típicas, múltiplos I-7018Z-G/S são dispostos em barramentos RS-485 com terminações adequadas e bias resistors, comunicando a um gateway Modbus-TCP ou a um PLC mestre. Isso reduz cabeamento e simplifica expansão de medição em plantas.

Do ponto de vista do projeto, o I-7018Z-G/S atende requisitos de densidade de canais, estabilidade e compatibilidade de protocolo. Para aplicações críticas, conecte ao gateway ICP DAS ou a um concentrador IIoT que realize buffering, time-stamping e conversão para MQTT/OPC-UA. Para documentação adicional e guias de integração, consulte artigos relacionados no blog: https://blog.lri.com.br/guia-termopares-industriais e https://blog.lri.com.br/integracao-modbus-para-iiot.

O que é o I-7018Z-G/S? Conceito fundamental e arquitetura

O módulo é um DAQ (data acquisition) específico para termopares com 10 canais, projetado para aquisição contínua de temperatura em processos industriais. Suporta vários tipos de termopar (K/J/T/S/R/E/B/N — ver tabela de compatibilidade no datasheet), aplica linearização e compensa a junção fria por sensor interno ou externo. A leitura é enviada via RS-485 usando o protocolo DCON, amplamente adotado em produtos ICP DAS para comandos de leitura/escrita eficientes.

A arquitetura inclui: entradas termopar condicionadas, ADCs multiplexados, isolamento galvânico entre sinais e barramento, e circuitos de alimentação com proteção contra picos. Esses elementos garantem robustez EMI/RFI, essencial em ambientes com inversores, motores e fornos. A topologia típica tem múltiplos módulos I-7018Z-G/S em um barramento RS-485 até 1200 m, com cuidados de terminação e polarização.

Em termos de integração, o I-7018Z-G/S pode coexistir com outros módulos ICP DAS numa mesma rede RS-485, permitindo um mix de entradas analógicas, digitais e relés. Para arquiteturas IIoT, insira um gateway que converta DCON/Modbus-RTU para Modbus-TCP ou MQTT, habilitando ingestão em SCADA, historians e plataformas de analytics.

Visão rápida: principais componentes e interfaces

Componentes físicos típicos: bornes de entrada para termopar (10 canais), bornes para alimentação (10–30 VDC típico), conector RS‑485 (A/B), LEDs de status (power/tx/rx/error) e jumpers de configuração. O painel frontal geralmente apresenta marcações claras das entradas e polaridade, facilitando testes e reparos. A construção é para montagem em trilho DIN (DIN-rail).

Interfaces e indicadores: RS-485 diferencial para comunicação em barramento longo, LEDs que indicam atividade e estado, e bornes com trava para cabos. O módulo pode dispor de jumpers para seleção de terminador e configuração local de CJC. Em alguns modelos, há conector DB-9 para debugging/configuração local.

A documentação técnica (datasheet + manual) detalha operação, pinout, curva de erro por tipo de termopar e recomendações de aterramento. Antes de instalação, confirme normas aplicáveis e siga boas práticas de aterramento e segregação de sinais de potência (conforme IEC/EN 61000‑6‑2 para imunidade industrial).

Principais aplicações e setores atendidos pelo I-7018Z-G/S (termopar, indústria e automação)

O I-7018Z-G/S é indicado em processos que exigem monitoramento preciso de temperatura: fornos industriais, extrusoras, processos térmicos em siderurgia, e controles de linhas de processo em químicos e petroquímicos. Na indústria alimentícia e farmacêutica, sua capacidade de múltiplos canais facilita a qualificação de processos e validação de ciclos térmicos conforme boas práticas (GMP). Em utilities, é útil para monitorar pontos críticos em caldeiras e trocadores de calor.

Em plantas IIoT e Indústria 4.0, o módulo serve como sensor de borda para pipelines de dados: captura local, pré-processamento e envio a plataformas de analytics para detecção de anomalias e manutenção preditiva. Sua integração com gateways que publicam MQTT/OPC-UA permite uso em dashboards corporativos e modelos de Machine Learning. A densidade de 10 canais reduz custo por ponto quando comparado a sensores individuais com condicionadores separados.

Além disso, OEMs que integram fornos, câmaras climáticas ou equipamentos de teste podem usar o I-7018Z-G/S como bloco de medição padrão — aumentando repetibilidade de calibração e simplificando substituição em campo. A confiabilidade e isolamento tornam-no apropriado para ambientes agressivos, respeitando requisitos de MTBF e ciclos de manutenção planejados.

Setores industriais-alvo (automação, energia, petroquímica, alimentícia, farmacêutica)

Cada setor tem requisitos específicos: energia/utilities exigem alta confiabilidade e redundância; petroquímica demanda proteção contra explosões em áreas classificadas (consulte certificações específicas Ex/ATEX se aplicável); alimentícia e farmacêutica precisam de rastreabilidade de dados e conformidade com GMP; manufatura exige robustez contra EMI. O I-7018Z-G/S atende esses setores pela compatibilidade com protocolos industriais, isolamento galvânico e múltiplos tipos de termopar.

Para utilitários e geração de energia, priorize configuração de isolamento e redundância de comunicação (duplo gateway) para minimizar risco de perda de dados. Em petroquímica, verifique requisitos de segurança intrínseca. Na indústria alimentícia, combine o módulo com software que registre eventos, alarmes e validação de lote. Em ambientes laboratoriais, o foco é precisão e estabilidade térmica ao longo do tempo.

A escolha do termopar (K, J, T, S, etc.) varia por aplicação: termopar K é o mais comum para alta faixa, T para baixas temperaturas e S/R para altas temperaturas e ambientes de alta estabilidade. Planeje calibração periódica conforme normas e traceabilidade metrológica.

Casos de uso típicos (fornos, linhas de processo, laboratórios, manutenção preditiva)

Fornos industriais: distribuir termopares ao longo da câmara, monitorando perfis térmicos para controle PID do aquecimento. Configure alarmes para desvios de rampa e sincronize leituras com o controlador para evitar overshoot. Use amostragem elevada para processos dinâmicos.

Linhas de processo: monitoramento de temperatura em trocadores, extrusoras e secadores para controle de qualidade. Integre leituras ao MES/SCADA para rastreamento de lote e automação de parâmetros de processo. Baixa latência e buffering local são desejáveis para evitar perda de eventos.

Laboratórios e testes: registro de curvas temperatura vs tempo para ensaios; exportação para CSV e sincronização de timestamps. Para manutenção preditiva, agregue séries temporais em plataformas IIoT e execute modelos de detecção de anomalias (ML) para identificar desvios de tendência que antecipem falhas.

Especificações técnicas do I-7018Z-G/S (tabela resumida)

Obs.: Valores indicativos — confirme sempre no datasheet oficial da ICP DAS antes de publicação ou instalação.

Item Especificação
Número de canais 10
Tipo de entrada Termopar (K/J/T/S/R/E/B/N)
Faixa por tipo K: -200–1372°C; J: -210–1200°C; T: -200–400°C; S/R: 0–1768°C; E/B/N conforme datasheet
Resolução 16 bits (típico)
Precisão ±0.5°C a ±1.0°C (dependente de faixa e tipo de termopar)
Taxa de amostragem Até 10 amostras/s por canal (ex.: 10 Hz)
Protocolo DCON (compat. Modbus RTU) — RS-485
Interface física RS-485 diferencial, bornes de termopar, LEDs de status
Isolamento 2500 VDC (entre sinal e terra, verificar datasheet)
Alimentação 10–30 VDC (típico)
Temperatura operacional -25°C a +75°C
Certificações CE, conforme mercados; ver datasheet para UL/ATEX
Dimensões e montagem Montagem DIN-rail, suporte painel; dimensões no datasheet

(Observação: confirmar todos os valores no datasheet oficial da ICP DAS antes de publicação ou integração.)

Importância, benefícios e diferenciais do I-7018Z-G/S para aquisição de dados por termopar

O módulo oferece alta densidade de canais que reduz custo por ponto e simplifica cabeamento, especialmente importante em áreas com muitos pontos de medição. A integração RS-485/DCON facilita a interoperabilidade com infraestruturas existentes, diminuindo tempo de projeto e testes. A compensação de junta fria e a linearização interna reduzem a carga de software no SCADA.

Em termos operacionais, os benefícios incluem robustez elétrica, isolamento galvânico para reduzir loops de terra, e suporte a vários tipos de termopar para máxima flexibilidade. Isso permite ganhos em disponibilidade de planta, menor necessidade de condicionamento externo e maior consistência nas leituras — fatores críticos para qualidade e conformidade.

Como diferencial frente a alternativas, a compatibilidade nativa com protocolos ICP DAS (DCON) e a possibilidade de coexistir com módulos digitais/analógicos da mesma família tornam-no ideal para projetos escaláveis. Além disso, o suporte técnico ICP DAS e o ecossistema de gateways e software favorecem integração rápida em arquiteturas IIoT.

Benefícios operacionais (precisão, densidade de canais, robustez)

A precisão (dependente de tipo de termopar e faixa) é suficiente para controle de processo e monitoramento de qualidade. A densidade de 10 canais por módulo reduz espaço no painel e pontos de falha cabling. A robustez inclui proteções contra inversões de polaridade e filtros de ruído que aumentam a confiabilidade em ambientes industriais.

Operacionalmente, menos módulos significa menos alimentação, menos pontos de manutenção e menor custo total de propriedade (TCO). A calibração centralizada e procedimentos de verificação tornam a rotina de manutenção mais previsível. Indicadores LED e diagnósticos DCON suportam troubleshooting rápido.

Em projetos com requisitos altos de uptime, combine o I-7018Z-G/S com políticas de redundância de comunicação e plano de MTBF para manutenção preventiva, reduzindo risco de paradas não planejadas.

Diferenciais frente a alternativas (compatibilidade RS-485/DCON, flexibilidade de tipos de termopar)

O suporte a DCON facilita comandos simples para leitura e configuração, com latência baixa e overhead reduzido. A compatibilidade Modbus RTU amplia integração com dispositivos não-ICP, tornando o módulo versátil. A variedade de tipos de termopar suportados elimina a necessidade de múltiplos condicionadores.

Além disso, o isolamento e design para DIN-rail simplificam instalação em painéis industriais. O ecossistema ICP DAS inclui gateways para Modbus-TCP, MQTT e serviços de bordo (edge), reduzindo esforços de engenharia de integração. Para aplicações que exigem essa robustez, a série I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações completas: https://www.lri.com.br/www-lri-com-br/i-7018z-g/s-modulo-rs-485-dcon-com-10-canais-termopar-inclui-db-1820.

Guia prático de instalação, configuração e uso do I-7018Z-G/S (Como fazer/usar?)

Siga passos padronizados: desligue alimentação, monte em trilho DIN, conecte termopares nos bornes correspondentes, aplique aterramento de painel adequado e conecte RS-485 com terminação se o módulo for extremidade de barramento. Utilize cabo par trançado blindado para RS-485 e separe cabeamento de potência conforme IEC/EN 61010-1. Documente endereços e parâmetros de comunicação.

Na configuração, ajuste jumpers de CJC e terminador de barramento conforme topologia. Configure endereço DCON/Modbus via software de configuração ou via comandos seriais. Teste comunicação com ferramentas de diagnóstico (por exemplo, utilitário Modbus/Terminal RS-485) e valide leituras com termopares calibrados.

Implemente testes iniciais em banco: aplique fontes de referência (forno de calibração ou calibrador de termopar) e compare leituras. Registre leituras de estabilidade e ruído. Verifique LEDs de status e logs do gateway para detectar erros de CRC, perda de pacote ou conflitos de endereço.

Preparação e montagem física (DIN-rail, aterramento, ligação de termopares)

Monte o módulo em trilho DIN com espaço para dissipação térmica e acesso para cabos. Aterramento robusto do painel é essencial para evitar loops de terra; conecte a blindagem dos cabos ao ponto único de terra (single-point grounding) quando possível. Siga recomendações de distanciamento de cabos de potência.

Use bornes com aperto recomendado (torque específico no manual). Ao disponibilizar espaço, considere rotas de cabos que permitam futuras expansões. Para ambientes com vibração, verifique travas de montagem e torque dos bornes periodicamente.

Anote o número do canal físico e documente cada termopar no diagrama de instrumentação (P&ID). Marcação clara dos termopares facilita manutenção e rastreabilidade.

Wiring e conexões termopar: passo a passo

Identifique polaridade do termopar (fio positivo/negativo) e insira nos bornes correspondentes. Minimize emendas e use fios de extensão do mesmo material quando necessário. Evite soldar diretamente próximo ao sensor do termopar, pois altera caracterização térmica.

Implemente a compensação de junta fria: use CJC interno quando disponível ou instale um sensor externo em junta fria comum para melhorar precisão. Em longos trechos, opte por cabeamento de extensão apropriado e considere o uso de condutores isolados termicamente.

Filtre ruído com aterramento adequado e, se necessário, adicione pequenos filtros RC ou ferrites em entradas problemáticas. Nunca compartilhe condutores com cargas de alta corrente.

Configuração RS-485 e protocolo DCON (endereçamento, baudrate, paridade)

Defina endereço único por módulo (1–247 típico) evitando duplicidade. Configure baudrate (ex.: 9600/19200/38400/115200 bps), paridade (None/Even/Odd) e bits de parada conforme política de rede. Em longos barramentos, habilite terminação e bias resistors adequados.

O protocolo DCON usa comandos simples de leitura e escrita — por exemplo, um comando de leitura DCON para endereço X retorna valores de canais. Muitos gateways convertem DCON para Modbus RTU ou Modbus TCP. Documente mapeamento de registradores para SCADA/historian.

Valide com software mestre (Modbus test client) e monitore comunicações para tempo de resposta e erros. Em redes multiponto, monitorar CRC e retransmissões ajuda diagnosticar problemas elétricos.

Testes iniciais e procedimento de verificação de sinais

Verifique alimentação e LEDs de status. Faça leitura de canais com termopares desconectados para checar baselines (offsets) e ruído. Em seguida, conecte termopares calibrados e compare leituras com padrão de referência.

Realize testes de injeção (simular termopares com gerador) para validar linearidade em toda faixa. Verifique estabilidade temporal (drift) durante ciclo térmico. Documente resultados e limites de aceitação conforme requisitos do projeto.

Manutenção preventiva e solução rápida de problemas

Checklist de manutenção: verificar aperto dos bornes, estado de cabeamento, LEDs de comunicação, e limpeza de poeira. Substitua termopares com sinais inconsistentes ou que apresentem deriva.

Para problemas de comunicação: checar polaridade RS-485, terminação, bias, endereçamento e integridade do cabo. Para leituras erráticas: verificar poluição eletromagnética, loops de terra e CJC. Use logs e ferramentas de diagnóstico para isolar causa (hardware, cabos, configuração).

Tenha peças sobressalentes críticas (módulos, termopares, conectores) para reduzir MTTR. Planeje calibrações periódicas conforme requisitos de qualidade.

Integração do I-7018Z-G/S com SCADA e plataformas IIoT

A arquitetura típica é: RS-485 (I-7018Z-G/S) → Gateway/PLC (conversão DCON/Modbus → Modbus-TCP/MQTT/OPC-UA) → SCADA / IIoT / Historian. O gateway pode ser um concentrador ICP DAS que realiza buffering, timestamping e publicação via MQTT para plataformas de nuvem. Isso viabiliza análises, dashboards e modelos de previsão.

Escolha frequências de amostragem compatíveis com a dinâmica do processo: para controle em malha fechada, amostragem mais alta (1–10 Hz) pode ser necessária; para tendência e registro, 0.1–1 Hz pode ser suficiente. Modele tags no SCADA com metadados (tipo de termopar, resolução, calibração) para facilitar operações e auditoria.

Implemente buffering local e reconciliação de dados (store-and-forward) para garantir disponibilidade em caso de interrupção de rede. Use timestamps confiáveis (NTP via gateway) para sincronização entre pontos e correlação com eventos.

Arquitetura típica: RS-485 → Gateway/PLC → SCADA / IIoT

No campo, o RS‑485 conecta múltiplos I‑7018Z‑G/S em fino cabo par trançado. O gateway converte DCON/Modbus para Modbus‑TCP ou MQTT e pode executar lógica local (edge). SCADA consome tags via Modbus‑TCP/OPC‑UA, enquanto a plataforma IIoT registra séries temporais para analytics.

Para alta disponibilidade, considere topologias com gateways redundantes e segmentação de rede (VLANs) para dados OT. Em instalações distribuídas, use gateways locais com sincronização para nuvem para reduzir latência e consumo de banda.

Planeje rotas de comunicação fisicamente separadas entre sinais de controle e redes de TI quando necessário para segurança e conformidade com normas IEC 62443.

Boas práticas de integração (mapa de tags, frequência de amostragem, buffering)

Crie mapas de tags padronizados com nomenclatura consistente (planta/área/equipamento/canal). Defina políticas de retenção e compressão de dados no historian para otimizar armazenamento. Ajuste taxa de amostragem com base na criticidade do processo.

Implemente buffering no gateway para evitar perda de dados por intermitência de rede. Use compressão e agregação para reduzir tráfego, mas preserve dados de pico para análises de falhas.

Documente dependências de rede, SLAs de taxa de atualização, e políticas de segurança para integrar com times de TI.

Segurança, redundância e confiabilidade na transmissão de dados

Segregue redes OT e IT; use firewalls e VPNs para canais entre gateways e sistemas corporativos. Aplique controle de acesso baseado em funções e monitore logs para detectar anomalias. Para aplicações críticas, use redundância física de gateways e múltiplos caminhos de comunicação.

Implemente TLS/DTLS em conexões MQTT entre gateway e nuvem quando suportado. Realize testes de failover e verifique integridade de dados após recuperar de falha. Periodicamente, realize auditorias de configuração e pentests em infraestruturas IIoT.

Considere políticas de backup de configuração do módulo e chaves/credenciais armazenadas de forma segura.

Exemplos práticos de uso do I-7018Z-G/S (casos reais e scripts de leitura)

Exemplo 1 — Monitoramento de forno industrial: Configure 10 canais distribuídos em zonas do forno. Defina limites de alarme alto/baixo e lógica de intertravamento no PLC. Amostragem típica: 1–5 Hz por canal para controle, 10 Hz para tuning. Alarmes críticos devem ter redundância de envio para HMI e SMS via gateway.

Exemplo 2 — Teste de materiais em laboratório: Use o módulo para registrar curva temperatura vs tempo. Sincronize amostragem com sistema de aquisição do laboratório e exporte CSV para análise. Use termopares tipo T ou K conforme faixa e verifique calibração antes de cada ensaio.

Exemplo 3 — Manutenção preditiva via IIoT: Agregue leituras em plataforma de séries temporais; aplique modelos de detecção de tendência e thresholds dinâmicos. Configure gatilhos para solicitar inspeções quando variações de taxa de temperatura excederem limites históricos.

Comandos DCON/Modbus — exemplo básico (Modbus RTU leitura de registradores):

  • Comando Modbus (ler registros): slave=1, function=03, start=40001, qty=10
  • Exemplo DCON: comando de leitura simples pode ser usado via utilitário ICP DAS (consulte manual para sintaxe exata).
    Teste sempre em bancada e verifique CRC/ACKs.

Comparações técnicas e cuidados: I-7018Z-G/S vs outros módulos ICP DAS

Comparado a módulos com menos canais, o I-7018Z-G/S oferece melhor custo-benefício por ponto e ocupação de painel reduzida. Em relação a módulos com isolamento por canal, avalie necessidade de isolamento adicional dependendo do potencial de diferença de terra. Alguns módulos alternativos oferecem maiores taxas de amostragem ou resolução (24-bit), úteis em aplicações de pesquisa.

A seleção deve considerar: número de canais, resolução necessária, taxa de amostragem, isolamento e protocolo. Se a aplicação exige taxas de amostragem muito altas ou resolução sub‑ppm, pode ser necessário outro modelo ou condicionamento externo. Compare também certificações (UL/ATEX) se necessário.

Erros comuns: fiação incorreta do termopar, ausência de CJC, loops de terra, conflitos de endereço RS-485 e falta de terminação. Previna‑os seguindo checklists e realizando testes de bancada.

Tabela comparativa sugerida (recursos, canais, protocolos, isolamentos)

Modelo Canais T/C Protocolo Resolução Isolamento Observações
I-7018Z-G/S 10 DCON/Modbus RTU 16-bit 2500 VDC Alta densidade
I-7017Z (ex.) 8 Modbus RTU 16-bit 2500 VDC Alternativa 8 canais
Módulo X (24-bit) 4 Modbus 24-bit 3000 VDC Maior resolução para pesquisa

(Exemplos ilustrativos — consulte datasheets.)

Erros comuns de implementação e armadilhas técnicas

Fiação cruzada e termopares com emendas inadequadas geram offsets. Falta de CJC ou CJC mal colocada introduz erros sistemáticos. Baudrate inconsistentes e endereços duplicados causam perda de comunicação. Ruído de potência pode afetar leituras sem aterro e blindagem adequados.

Use calibração periódica e verificação cruzada com termômetros de referência. Tenha scripts de monitoramento para detectar drift e alertar manutenção.

Recomendações de medição (calibração, compensação de junta fria, filtragem)

Calibre termopares conforme política (anual ou semestral dependendo da criticidade). Sempre verifique CJC e utilize sensores de junta fria de boa qualidade. Para reduzir ruído, aplique filtragem digital e média móvel quando apropriado, lembrando que isso afeta responsividade do controle.

Registre metadados de calibração em CMMS e associe cada canal a seu histórico. Em caso de aplicações reguladas, mantenha rastreabilidade metrológica.

Conclusão

O I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar da ICP DAS é uma solução consolidada para aquisição de temperatura em ambientes industriais, oferecendo densidade de canais, compatibilidade com protocolos industriais e robustez elétrica. Sua integração com gateways IIoT facilita modernização de plantas rumo à Indústria 4.0, habilitando manutenção preditiva e analytics. Para aplicações que exigem essa robustez, a série I-7018Z-G/S Módulo RS-485 DCON com 10 Canais Termopar da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações completas aqui: https://www.lri.com.br/www-lri-com-br/i-7018z-g/s-modulo-rs-485-dcon-com-10-canais-termopar-inclui-db-1820.

Se desejar, posso preencher a tabela de especificações com dados exatos do datasheet oficial, gerar scripts DCON/Modbus prontos para uso e criar um checklist de instalação personalizado para sua planta. Pergunte nos comentários ou solicite uma cotação técnica. Para mais informações técnicas e artigos relacionados, acesse: https://blog.lri.com.br/ e confira outros materiais de integração e configuração.

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Leandro Roisenberg

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