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Placa PCIe CAN Programável 1 Porta com Bloco Terminal

Leandro Roisenberg

Introdução

A Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) é uma interface de comunicação projetada para integrar redes CAN bus a PCs industriais e estações de teste via barramento PCIe, fornecendo isolamento galvânico, diagnóstico e suporte a protocolos de alto nível. Neste artigo técnico, abordamos sua arquitetura, aplicações em automação industrial, IIoT e teste automotivo, requisitos de integração com SCADA e práticas de implantação segura e confiável. Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Introdução ao Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) — O que é e por que importa

A Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) da ICP DAS converte um slot PCIe do host em um canal CAN isolado, ideal para captura de telemetria, controle distribuído e validação de ECUs. Importa porque o CAN permanece um padrão predominante (ISO 11898) em veículos, automação e máquinas industriais; conectar esse barramento ao mundo PC com baixa latência e integridade de sinal é crítico. Para engenheiros, o diferencial é a combinação de isolamento, diagnóstico de link e compatibilidade com SDKs/SocketCAN, reduzindo o risco de falhas por loops de terra ou ruído eletromagnético.

A placa geralmente suporta CAN 2.0A/2.0B e, em modelos avançados, CAN FD, com taxas que vão até 1 Mbps (Classical CAN) ou >8 Mbps para CAN FD. Oferece isolamento galvânico tipicamente na faixa de 1,5–3 kV DC, proteção contra transientes EN 61000‑4‑4/5 e certificações CE/RoHS, alinhando‑se a requisitos de segurança elétrica como IEC/EN 62368‑1 em sistemas finais. Para aplicações médicas integrando dados (quando aplicável), as práticas de projeto são compatíveis com normas como IEC 60601‑1 em termos de segregação e proteção de entrada/saída.

Do ponto de vista operacional, a placa possibilita monitoramento determinístico do barramento CAN com timestamping preciso, reduzindo jitter em aquisições críticas. A programação pode ser feita via biblioteca nativa da ICP DAS ou via SocketCAN em Linux, o que facilita integração com soluções OPC‑UA/MQTT em arquiteturas IIoT. Para detalhes de integração com protocolos industriais veja os artigos no blog da LRI: https://blog.lri.com.br/ e https://blog.lri.com.br/iiot-industrial.

Principais aplicações e setores atendidos pelo Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal)

Setores que mais se beneficiam incluem automotivo, automação industrial, utilities (energia), testes e laboratórios e OEMs que desenvolvem máquinas com ECUs. No automotivo, a placa é usada em bancada de testes, simulação e logging de ECUs; na indústria, ela integra PLCs e controladores de motor com o mundo PC para análise e supervisão. Em utilities e energia, a robustez e o isolamento permitem leitura de equipamentos de proteção e monitoramento em subestações onde ruídos e diferenças de terra são comuns.

Para IIoT e Indústria 4.0, a placa atua como ponto de borda que transforma frames CAN em telemetria padronizada (MQTT/OPC‑UA), permitindo ingestão em plataformas de analytics e manutenção preditiva. Em laboratórios e em R&D, o valor está na facilidade de scriptar testes, reproduzir cargas e sincronizar sinais com outros instrumentos. OEMs a utilizam para diagnóstico embarcado durante a fabricação, reduzindo retrabalho e tempo de comissionamento.

A versatilidade se traduz em ganhos operacionais: menos tempo para integração, menor risco de falhas por loops de terra, e economia no custo total de propriedade (TCO) ao reduzir necessidade de gateways externos. Para aplicações que exigem essa robustez, a série Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e solicite avaliação técnica: https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/placa-pcie-can-programavel-1-porta-bloco-terminal

Cenários de aplicação específicos

Telemetria embarcada em linhas de produção: a placa captura e filtra frames CAN críticos, aplica timestamp com precisão e envia lotes para o sistema MES via OPC‑UA. Isso reduz latência na detecção de anomalias e permite ações correativas imediatas. Em bench testing de ECUs, a placa permite injeção e captura de frames com scripts automatizados, acelerando ciclos de validação.

Controle distribuído: quando múltiplos nós CAN controlam atuadores, a placa age como interface de supervisão e logging no HMIs/SCADA, permitindo replay de eventos e análises forenses. Em automação de máquinas, o isolamento evita que ruído de motor corrompa o barramento de sensores. Em plantas de energia, a placa é usada no monitoramento de painéis de proteção e equipamentos de medição, onde a robustez é mandatória.

Cada cenário entrega ROI através de redução de downtime, aumento na acurácia de dados e menor esforço de integração com sistemas corporativos. A proposta de valor é especialmente alta quando substitui soluções baseadas em adaptadores USB sem isolamento, que tendem a falhar em ambientes industriais ruidosos.

Casos de uso resumidos e ROI esperado

Caso 1 — Teste de ECU: redução de tempo de validação em 30–50% por automação de scripts e logging determinístico. Melhora o ciclo de desenvolvimento e diminui retrabalho.
Caso 2 — Monitoramento de máquinas: queda de 20% no tempo médio para detecção de falhas usando telemetria direta via CAN→OPC‑UA. Retorno pela minimização de paradas não programadas.
Caso 3 — Integração em painel de subestação: redução do custo de condicionamento de sinal e isolamento por substituição de múltiplos componentes externos, com MTBF melhorado pela menor complexidade.

Ao quantificar ROI, considere custo de hardware, tempo de integração (engenharia), economia com downtime e ganhos de eficiência em manutenção preditiva. A MTBF típica de módulos ICP DAS costuma ser elevada (dados em datasheet), contribuindo para menores custos de manutenção ao longo do ciclo de vida.

Especificações técnicas da Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) — Tabela e detalhes essenciais

A seguir uma tabela resumo das especificações técnicas típicas. Verifique o datasheet do modelo para valores exatos antes da compra.

Campo Valor típico
Interface PCIe x1 (compatível x4/x8)
Padrão CAN ISO 11898‑2 (CAN 2.0A/2.0B), opcional CAN FD
Velocidade 10 kbps — 1 Mbps (Classical CAN); CAN FD conforme modelo
Isolamento Galvânico 2.5 kV DC (typ)
Alimentação 3.3V via slot PCIe; conversor interno com PFC no host
Conectores Bloco terminal removível (CAN_H, CAN_L, GND)
Consumo típico < 1 W
Dimensões PCIe full‑height/half‑height compatível
Temperatura operação -40 °C a +85 °C industrial (modelo)
Certificações CE, RoHS, EN 61000‑6‑2/4
MTBF conforme datasheet (ex. >100000 horas)

Inclua verificações de compatibilidade com a norma de EMC relevante (EN 61000) e com requisitos de segurança (IEC/EN 62368‑1) quando a placa for integrada em equipamentos finais que exigem compliance.

Conectividade, pinout e diagrama elétrico

O bloco terminal normalmente expõe pinos para CAN_H, CAN_L, GND e opcionalmente TERM (resistor de 120 Ω interno/desligável) e Shield. Recomenda‑se utilizar cabo trançado blindado com impedância característica de 120 Ω e terminação ativa nas extremidades do segmento CAN. Para aterramento, evite conectar o shield e o GND em vários pontos; prefira um ponto único de aterramento para evitar loops de terra.

Pinout típico (bloco terminal 4 pinos):

  • Pino 1: CAN_H
  • Pino 2: CAN_L
  • Pino 3: GND
  • Pino 4: TERM enable/disable (se presente)

Recomendações de cabeamento: mantenha o comprimento do cabo conforme topologia linear, use terminação de 120 Ω em ambas as pontas e evite taps longos para preservar integridade do sinal. Para proteção contra transientes, combine varistores/TVS e filtros conforme EN 61000‑4‑5.

Requisitos de sistema e compatibilidade de drivers

Suporte de drivers: Windows (x86/x64) com SDK da ICP DAS; Linux com suporte a SocketCAN ou driver proprietário. Bibliotecas típicas incluem APIs em C/C++, .NET wrappers e exemplos Python. Requisitos de software incluem kernel Linux com suporte CAN (configuração SocketCAN) e utilitários como can-utils para testes básicos.

Sistemas operacionais suportados normalmente: Windows 10/11, Windows Server; Linux (kernels 4.x/5.x com SocketCAN). SDKs fornecem exemplos de send/receive, timestamping e APIs para configuração de baudrate, filtros e modo loopback. Consulte o datasheet e o site do fabricante para versões compatíveis do driver e lista de suporte.

Boas práticas: mantenha drivers atualizados, valide a versão do kernel para SocketCAN, e utilize ferramentas de diagnóstico (canalyzer/CANoe ou can-utils) para verificar integridade antes de integrar em produção. Para integração em SCADA, existem bibliotecas que mapeiam frames CAN para tags OPC‑UA ou publicam via MQTT.

Benefícios, importância e diferenciais do Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal)

A placa reduz latência de I/O comparada a dongles USB, graças ao barramento PCIe de baixa latência e maior largura de banda de host. O isolamento galvânico protege o host e o restante do sistema contra surtos e laços de terra, aspecto crítico em ambientes industriais. A programação direta via SDK permite customização de filtragem e tratamento de erros, aumentando confiança operativa em aplicações críticas.

Em comparação a gateways externos, a solução internalizada via PCIe diminui pontos de falha e simplifica gestão de firmware e segurança (menos dispositivos na rede). A facilidade de integração com protocolos industriais (CANopen, J1939) e mapeamento para OPC‑UA/MQTT amplia sua utilidade em arquiteturas IIoT. A robustez e certificações atendem a requisitos de compliance comuns em utilities e plantas industriais.

Diferenciais comerciais incluem suporte técnico especializado ICP DAS, disponibilidade de drivers para múltiplas plataformas e reduções no custo total de propriedade (TCO) quando comparada a soluções que requerem conversores adicionais ou políticas de manutenção complexas. Para aplicações que exigem essa robustez, a série Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) da ICP DAS é a solução ideal. Veja também outras soluções ICP DAS em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados

Vantagens técnicas e comerciais

Vantagens técnicas: baixa latência, isolamento galvânico, suporte a CAN FD (quando aplicável), timestamping preciso e integração com SocketCAN. Vantagens comerciais: suporte local da LRI/ICP DAS, facilidade de manutenção e documentação abrangente. A existência de SDKs acelera projetos e reduz custos de desenvolvimento.

Do ponto de vista de segurança e confiabilidade, a presença de proteções EMC, filtros e TVS aumenta a tolerância a eventos transientes. Em ambientes regulados, compliance com normas como IEC/EN 62368‑1 facilita homologação do sistema final. A modularidade do bloco terminal também facilita substituição e redução de estoque de peças.

Na decisão de compra, compare número de canais, suporte a CANopen/J1939, disponibilidade de isolamento, compatibilidade com drivers e SLA de suporte técnico. Essas variáveis impactam diretamente o ROI e o lifetime do projeto.

Guia prático: Como instalar e usar a Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) — passo a passo

A instalação física inicia com ESD e proteção para o equipamento; desligue o host, abra o gabinete e insira a placa em um slot PCIe livre (preferencialmente x1/x4). Fixe a placa ao chassi com parafuso e conecte o bloco terminal conforme pinout. Mantenha cabos CAN longe de fontes de alta potência e utilize roteamento que minimize interferência.

Após montagem física, ligue o host e instale drivers: em Windows, execute o instalador do driver/SDK fornecido pela ICP DAS; em Linux, carregue o módulo SocketCAN (can, can_raw) ou instale o driver proprietário. Utilize utilitários como can-utils (ip link set can0 up type can bitrate 500000) para ativar e testar o link. Ative terminação apenas nas extremidades do barramento.

Validação básica: verifique presença do dispositivo no gerenciador/dispositivos, faça um loopback test (modo loopback do driver) e capture frames com candump/canalyzer. Monitore erros de bit, perda de frames e taxas de retransmissão. Se necessário, ajuste filtros de hardware para descarregar CPU do host.

Preparação e pré-requisitos

Ferramentas: chave Phillips, alicates, multímetro, analisador lógico/CAN analyzer (opcional), estação de ESD. Permissões: acesso físico ao servidor/PC industrial e privilégios administrativos para instalar drivers. Requisitos de rede: topologia CAN válida, terminação e cabo trançado blindado.

Cuidados ESD: use pulseira ESD e descarregue pessoal antes de manusear placa. Antes da instalação, confirme compatibilidade de altura (full/half height) para encaixe no gabinete. Verifique também disponibilidade de slots PCIe e políticas de governança de TI para instalação de hardware.

Checklist pré-instalação: backup do sistema, plano de rollback, horário de manutenção aprovado e contato com suporte técnico ICP DAS em caso de incompatibilidades. Documente versão de firmware e driver para referência.

Instalação física e montagem no gabinete

  1. Desligue o host e desconecte da alimentação.
  2. Insira a placa no slot PCIe x1/x4, pressione até encaixar e aparafuse a bracket.
  3. Conecte o cabo CAN no bloco terminal, observe polaridade CAN_H/CAN_L e conexão de GND se necessário.

Roteie o cabo CAN evitanto fontes de alta corrente e utilize canaletas para proteção mecânica. Se o ambiente for sujeito a ruído, prefira cabo blindado com conexão de shield em ponto único. Após montar, ligue o host e confirme funcionamento.

Instalar drivers, SDK e utilitários (Windows/Linux)

Em Windows: execute o instalador do SDK ICP DAS, reinicie e verifique no Device Manager. Utilize exemplos em C#/.NET para testes rápidos. Em Linux: ative SocketCAN ou instale driver proprietário seguindo instruções do fabricante; use iproute2 e can-utils para testes.

Comandos básicos Linux:

  • ip link set can0 up type can bitrate 500000
  • candump can0
  • cansend can0 123#deadbeef

Documente versões de driver e mantenha os instaladores em repositório interno para auditoria.

Programação e exemplos de código prático

Exemplo Python com python-can (SocketCAN):

import canbus = can.interface.Bus(channel='can0', bustype='socketcan')msg = can.Message(arbitration_id=0x123, data=[0x01,0x02,0x03], is_extended_id=False)bus.send(msg)for m in bus:    print(m)

Exemplo C (SocketCAN):

// usar headers ,  e sockets// open socket, bind to ifindex, send/recv frames com can_frame

No Windows, use as APIs do SDK ICP DAS para abrir dispositivo, configurar baudrate e enviar/receber frames. Consulte o manual do SDK para assinaturas exatas das funções.

Testes, validação e resolução de problemas

Procedimentos de verificação: loopback local, teste com outro nó CAN conhecido, uso de CANalyzer/CANoe ou can-utils. Cheque estatísticas de erro (bus errors, error frames) e indicadores de overload. Se houver perda de frames, revise filtros, priorização e carga de CPU.

Erros comuns: terminação ausente ou dupla, IDs conflitantes, ground loops, e falha de driver. Soluções: verificar continuidade do cabo, reinstalar drivers, isolar shield corretamente e testar com cabos curtos. Em caso de dúvidas, consulte suporte técnico da ICP DAS e os guias no blog da LRI: https://blog.lri.com.br/

Integração com SCADA e plataformas IIoT para Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) — (CAN bus, PCIe, CANopen, OPC‑UA, MQTT, ICP DAS)

A placa funciona como ponto de borda que converte frames CAN para formatos consumíveis por SCADA/IIoT, seja por mapeamento direto para tags OPC‑UA ou publicação via MQTT para brokers em nuvem. A arquitetura pode variar: agente edge (local) com buffering e transformação, ou gateway direto com regras de filtragem. Em ambos os casos, priorize timestamping e ordenação para preservar a integridade temporal dos dados.

Protocolos comumente usados são CANopen e J1939 no nível de aplicação; para interoperabilidade com sistemas corporativos, mapeie frames para OPC‑UA ou tópicos MQTT. Use middleware que suporte reconciliação de mensagens, retenção e QoS no MQTT para garantir entrega confiável. Em ambientes críticos, habilite persistence e store‑and‑forward para evitar perda durante falhas de conectividade.

A integração deve considerar segurança (segmentação de rede, TLS para MQTT, certificados para OPC‑UA), sincronização de relógio (PTP/NTP) para timestamps e políticas de atualização de firmware. Modularize o pipeline de dados para permitir escalabilidade e monitoramento centralizado.

Protocolos e gateways suportados (OPC‑UA, MQTT, Modbus)

Mapeamento típico: IDs CAN → tags OPC‑UA; payload parseado conforme DBC/CANopen Object Dictionary. Gateways oferecem conversão em tempo real e buffering, além de regras para alarmes. Para dados críticos, utilize QoS 1/2 em MQTT e sessões seguras OPC‑UA.

Modbus pode ser usado para legacy systems: converta CAN→Modbus registradores em gateways locais quando necessário. Escolha gateway com suporte a protocolos desejados e capacidade de scripting para lógica customizada. Use DBC files para decodificação automatizada de frames.

Para alto throughput, dimensione buffer de gateway, priorize compressão e selecione protocolos que reduzam overhead. Garanta também que a conversão preserve metadados (timestamps, CRC, sinalização de erro).

Boas práticas de arquitetura para SCADA/IIoT

Topologia recomendada: edge processing com muting de dados, filtros e compressão antes de enviar para cloud/SCADA. Use buffering local e reconciliação para tolerância à perda de conectividade. Separe redes de OT e IT via firewalls e DMZ.

Sincronize relógios em todos os nós para manter correlação temporal entre eventos. Implemente monitoramento de health (latência, perda de pacotes, erros CAN) e alarme proativo. Teste escalabilidade com carga simulada antes de produção.

Documente mapeamentos de dados, thresholds de alarme e regras de retenção para cumprir requisitos regulatórios. Automatize backups e definições de failover para gateways críticos.

Segurança, autenticação e gestão remota

Implemente TLS para comunicação MQTT e OPC‑UA com certificados gerenciados por PKI. Aplique segmentação de rede e controle de acesso baseado em RBAC para limitar quem pode alterar mapeamentos ou firmware. Use logs auditáveis e monitoramento SIEM para detectar anomalias.

Mecanismos de atualização de firmware devem ser assinados e ter rollback seguro. Gerencie credenciais em cofre seguro e automatize rodadas de patch conforme políticas de segurança. Para maior segurança física, restrinja acesso ao gabinete do host e use tamper detection quando necessário.

Para gestão remota, utilize ferramentas que suportem inventário, deploy remoto de firmware e coleta de telemetria de saúde (temperatura, erro de bus, contadores).

Exemplos práticos de uso do Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal)

Exemplo 1 — Aquisição de dados em bancada de testes automotivos: configure a placa em registro de alta frequência, use Python para gravação em formato HDF5 e sincronize com sinais analógicos. Resultado: maior repetibilidade e facilidade de análise off‑line.

Exemplo 2 — Monitoramento de máquina industrial: mapa sinais CAN para tags OPC‑UA e crie dashboards de condição; alarme em SCADA quando thresholds são ultrapassados. Resultado: redução de paradas e intervenções manuais.

Exemplo 3 — Projeto IIoT: gateway CAN → nuvem: pipeline CAN→edge processor→MQTT→cloud analytics. Implemente compressão e QoS para eficiência. Resultado: telemetria contínua e analytics preditivo.

Exemplo 1 — Aquisição de dados em bancada de testes automotivos

Passos: instalar placa no host de teste, configurar bitrate e filtros, conectar ECU, rodar script de captura com timestamps, e armazenar em base para pós‑processamento. Ferramentas: python‑can, CANdb. Valide integridade com replay dos frames.

Exemplo 2 — Monitoramento de máquina industrial em planta

Mapeie IDs CAN para sinais de condição (vibração, corrente), publique em OPC‑UA para SCADA e defina alarmes. Use buffering e QoS para manter dados durante quedas de conectividade. Integre com manutenção preditiva.

Exemplo 3 — Projeto IIoT: gateway CAN → nuvem

Arquitetura: placa PCIe no edge → processo local para decodificar → publicar via MQTT+TLS para broker cloud → pipeline de processamento e dashboards. Atenção para latência, segurança e retentividade dos dados.

Comparativo técnico: Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) vs outras placas ICP DAS e alternativas do mercado (CAN bus, PCIe, CANopen, OPC‑UA, MQTT, ICP DAS)

Comparando com placas ICP DAS de múltiplas portas, a versão 1 porta é ideal quando espaço e custo são limitados; múltiplas portas oferecem agregação e topologias complexas. Em relação a concorrentes USB, o PCIe traz vantagem de latência e confiabilidade. Em relação a gateways Ethernet→CAN, a placa PCIe reduz complexidade de rede e pontos de falha.

Critérios de seleção: número de canais, isolamento, suporte a CAN FD, compatibilidade com drivers (SocketCAN/Windows SDK), suporte a CANopen/J1939, e requisitos ambientais. Preço por canal e suporte técnico também são diferenciais comerciais relevantes.

Erros comuns ao migrar: não validar terminação, subestimar impacto de topologia, e não considerar compatibilidade do driver com o kernel. Recomenda‑se teste em ambiente representativo antes do rollout.

Matriz de decisão: quando escolher cada modelo

  • Pequenos setups de teste: PCIe 1 porta (baixo custo).
  • Sistemas de aquisição com vários subsistemas: placas multi‑porta ou gateways dedicados.
  • Ambientes ruidosos: placas com alto isolamento galvânico.
  • Integração com IIoT: escolha modelos com SDKs e compatibilidade com protocolos.

Erros comuns, limitações e armadilhas técnicas

Evite: terminação dupla, ground loops, uso de cabo não apropriado. Cuidado com compatibilidade de drivers em kernels customizados e com atualizações de firmware que possam quebrar APIs. Teste carga máxima e latência antes de implantar.

Recomendações de migração e upgrade

Checklist de migração: inventário de IDs CAN, testes de interop, plano de rollback, cronograma de atualização de drivers e treinamento da equipe. Para upgrade, prefira versões com suporte a CAN FD e melhor isolamento para amortizar investimento.

Perspectivas futuras e aplicações estratégicas para o Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal)

Tendências incluem maior integração de edge computing com análise local de frames CAN, suporte nativo a CAN FD e integração direta com 5G/LPWAN para telemetria de campo. A convergência entre OT/IT exigirá mais ferramentas de segurança e gerenciamento centralizado. Para projetos de médio/longo prazo, recomenda‑se planejar por compatibilidade com protocolos (OPC‑UA, MQTT) e escalabilidade.

O aumento da digitalização em veículos e máquinas cria demanda por interfaces robustas e de baixa latência. Placas como a Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) tornam‑se componentes estratégicos para OEMs que desejam acelerar time‑to‑market com soluções testadas. Investir em padrões abertos (DBC, CANopen) facilita interoperabilidade futura.

Em termos de roadmap, priorize modelos com suporte a virtualização de entrantes e agentes de edge que permitam deploy de regras de filtragem e atualização segura. Isso reduz custo operacional e aumenta velocidade de implantação de novos casos de uso.

Conclusão

A Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) da ICP DAS é uma solução consolidada para integrar redes CAN a hosts industriais com baixa latência, isolamento galvânico e ferramentas de desenvolvimento que aceleram projetos em automação, IIoT e testes automotivos. Sua adoção reduz riscos de integridade de sinal, melhora o diagnóstico e facilita a integração com protocolos industriais como OPC‑UA e MQTT. Para aplicações que exigem essa robustez, a série Placa PCIe CAN Programável 1 Porta (Bloco Terminal) da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e solicite uma cotação técnica em https://www.lri.com.br/comunicacao-de-dados/placa-pcie-can-programavel-1-porta-bloco-terminal

Incentivo à interação: deixe suas dúvidas técnicas, compartilhe experiências de integração CAN em comentários ou pergunte por cenários específicos que possamos detalhar. Para referências complementares e artigos técnicos, consulte: https://blog.lri.com.br/

Leandro Roisenberg

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