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Guia Fonte Alimentacao Industrial

Leandro Roisenberg

Introdução

A fonte alimentação industrial ICP DAS é a solução projetada para alimentar controladores, I/O remotos e redes de comunicação em ambientes industriais exigentes, integrando recursos como PFC, regulação rígida, isolamento e opções de redundância. Este guia técnico apresenta variantes de produto, arquiteturas típicas e orientações para seleção, instalação e integração com SCADA/IIoT, garantindo que engenheiros de automação e integradores tenham uma definição clara do escopo de aplicação. Ao ler este material, você entenderá as diferenças entre modelos DIN‑rail, módulos slim e fontes redundantes hot‑swap, além de critérios de conformidade e desempenho como MTBF e certificações aplicáveis.

O foco é técnico e prático: trataremos de normas relevantes (ex.: IEC/EN 62368‑1, IEC 60601‑1, IEC 61000 para EMC), parâmetros elétricos (ripple, ruído, eficiência), e recursos operacionais (proteções OVP/UVP/OTP, diagnóstico remoto). O vocabulário é orientado a profissionais: PFC ativo/passivo, derating térmico, curva I‑V, coordenação de proteção e testes de comissionamento. A intenção é que este guia funcione como referência de projeto para utilities, manufatura, energia e OEMs.

Para facilitar a navegação, o conteúdo está organizado em seções com tabelas comparativas, checklists de instalação, procedimentos de comissionamento e exemplos de aplicação (ETAR, painéis OEM e projetos IIoT). Se precisar de um comparativo rápido de produtos ICP DAS, consulte o guia de fontes no blog LRI: https://blog.lri.com.br/guia-fonte-alimentacao-industrial. Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

O que é Fonte Alimentação Industrial ICP DAS e por que importa

A fonte alimentação industrial ICP DAS é um conjunto de conversores AC/DC ou DC/DC projetados para fornecer tensão estável e protegida a sistemas de automação. Arquiteturas típicas incluem fonte única, par redundante com ORing ou diodos ideal, e bancos hot‑swap para manutenção sem downtime. Tecnologias chave abarcam regulação por feedback, PFC ativo para conformidade com IEC 61000‑3‑2, e isolamento galvânico para proteção contra loop de terra.

A importância reside em manter a confiabilidade do sistema: quedas de tensão, ripple excessivo e falhas térmicas impactam sensores, PLCs e módulos de comunicação, elevando o risco de falhas sistêmicas. Em aplicações críticas, como estações de água e redes de distribuição, fontes com diagnóstico e telemetria reduzem MTTR e melhoram SLAs. Além disso, seleção correta influencia eficiência energética e conformidade com normas como IEC/EN 62368‑1.

Do ponto de vista de projeto, a fonte define requisitos de proteção, dimensionamento de cabos e políticas de manutenção. A escolha entre PFC passivo e ativo, ou entre fonte com ventilação forçada e convecção natural, afeta ruído acústico, fluxo de calor e necessidade de derating em altas temperaturas. Para aplicações IIoT, capacidades de monitoramento remoto (alarme de falha, leitura de corrente) aumentam a visibilidade operacional.

Resumo rápido das versões e modelos ICP DAS

A família de fontes ICP DAS abrange produtos para montagem em trilho DIN (compactos 15–240 W), fontes modulares com saída redundante e conversores DC/DC para bancada ou montagem em painel. Existe também opção de fontes slim 1U para racks e modelos com proteções integradas (OVP, OCP, SCP) e variações de tensão de saída comuns: 5 V, 12 V, 24 V e 48 V. Modelos redundantes suportam hot‑swap e monitoramento de status via saída de relé ou mensagens digitais.

Diferenças chave entre famílias incluem: potência nominal, faixa de temperatura operacional (-40 a +70 °C em modelos industriais), grau de proteção (IP20 para trilho DIN; opções IP67 para ambientes externos em caixas seladas) e recursos de comunicação/diagnóstico. Ao escolher, priorize tensão de saída, margem de corrente (20–30%), e MTBF declarado (ex.: >200.000 h a 25 °C) para estimativas de confiabilidade.

Para aplicações que exigem alta robustez e diagnóstico, verifique modelos com PFC ativo, conformidade EMC (IEC 61000‑6‑2/‑4) e certificado de segurança (IEC/EN 62368‑1). Para mais conteúdo sobre seleção e proteção de fontes veja o artigo técnico sobre proteção contra surtos e SPD no blog: https://blog.lri.com.br/protecoes-ems. Para orientação sobre telemetria IIoT e integração, consulte: https://blog.lri.com.br/telemetria-iiot.

Principais aplicações e setores atendidos por Fonte Alimentação Industrial ICP DAS

As fontes ICP DAS atendem manufatura, utilities (água e energia), transporte, petróleo & gás e buildings inteligentes. Em manufatura, alimentam PLCs, inversores e sensores críticos; em utilities, suportam RTUs e telecomunicações de subestações; em transporte, alimentam sistemas de sinalização e bilhetagem; em óleo & gás, operam em ambientes com exigências de segurança e certificações específicas. A capacidade de operar em ampla faixa de tensão e com redundância é essencial nessas aplicações.

Na Indústria 4.0 e IIoT, fontes com monitoramento e interfaces digitais permitem identificar deterioração antes de falhas, integrando KPIs como tensão, corrente, temperatura e alarmes. Em painéis OEM, fontes compactas com baixo ripple garantem estabilidade de ADCs e sensores. Em utilities, a conformidade com normas (ex.: IEC 61850 em comunicações de subestações) exige fontes que não introduzam interferência eletromagnética.

Compradores técnicos e integradores devem considerar requisitos como disponibilidade (N‑1), MTBF e facilidade de troca em campo. Para aplicações que exigem essa robustez, a série Fonte de Alimentação Industrial da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e opções de redundância em: https://www.lri.com.br/produtos/fonte-alimentacao-industrial-icp-das

Aplicações críticas e ambientes industriais hostis

Em ambientes com vibração, poeira, umidade e temperaturas extremas, prefira fontes com certificação de choque/vibração e projeto mecânico reforçado. Modelos com faixa de operação estendida (‑40 a +85 °C) e conformidade com IP adequada reduzem falhas prematuras. A gestão térmica (derating) é crítica: especificações declaram potência nominal a uma determinada temperatura e exigem redução progressiva acima deste ponto.

Ambientes EMC hostis — proximidade com motores AC, inversores ou linhas de alta potência — demandam filtros adicionais e fontes com classificação EMC elevada (ex.: IEC 61000‑4‑4 para transientes). Proteções contra sobretensões e SPDs coordenados minimizam impacto de surtos atmosféricos e manobras de rede. Para aplicações médicas ou sensíveis, observe compatibilidade com IEC 60601‑1 quando aplicável.

Justifica‑se o uso de fontes com diagnóstico remoto e relés de alarme quando downtime tem custo elevado. Funções como watchdog, sinalização por relé e comunicação via Modbus/OPC UA permitem integração com sistemas de supervisão, viabilizando manutenção preditiva e redução do MTTR.

Casos por setor (OEM, integradores, utilities)

OEMs precisam de fontes compactas, certificadas e com baixo ripple para integração em painéis ou máquinas embarcadas. Integradors valorizam fontes modulares com conexão rápida, opções de redundância e documentação técnica para homologação. Utilities exigem conformidade normativa, robustez contra surtos e longo ciclo de vida com suporte de peças sobressalentes.

Na prática, um OEM de máquinas tem preferência por fontes 24 VDC 10–30 A com baixa ripple e filtragem adicional para sinais de sensores. Um integrador de subestações prioriza fontes redundantes com monitoramento remoto e proteção SPDs coordenados. Utilities priorizam MTBF, suporte logístico e certificações específicas regionais.

Ao solicitar cotação, inclua dados de carga, ambiente, requisitos de certificação e expectativas de vida útil para agilizar o atendimento técnico. Isso permite à ICP DAS sugerir a família de produto adequada e configurações de redundância.

Especificações técnicas detalhadas (tabela) Fonte Alimentação Industrial ICP DAS

Abaixo uma tabela com especificações típicas (valores exemplificativos). Verifique o datasheet do modelo selecionado para valores exatos.

Parâmetro Valor típico
Tensão de entrada 100–240 VAC (47–63 Hz) / 88–300 VDC (opcional)
Tensão de saída 5 V / 12 V / 24 V / 48 V DC
Potência nominal 15 W — 240 W (famílias variadas)
Ripple & Noise < 50 mVpp (24 V, carga nominal)
Eficiência 88% — 95%
MTBF >200.000 h (a 25 °C, modelo industrial)
Temperatura operacional -40 °C a +70 °C (especificar modelo)
Proteções OVP, UVP, OCP, SCP, OTP
Certificações IEC/EN 62368‑1, IEC 61000 EMC, UL (dependendo do modelo)
Dimensões DIN rail 100x30x120 mm (varia)
Conectores Parafuso, bornes removíveis, relé de alarme
Comunicações Sinal de status, relé; Modbus/OPC UA/MQTT (opcional com módulo)

Notas de aplicação e limites de operação

Derating: opere a fonte dentro das faixas de temperatura especificadas; acima de 50 °C aplique derating conforme curva do fabricante. Ripple medido com Carga resistiva e capacitores de saída; aplicações sensíveis podem requerer filtros adicionais PCB. Em configurações redundantes, use diodos ORing ideais ou MOSFET ORing para minimizar queda de tensão.

Proteção: coordene a proteção da fonte com fusíveis de painel e disjuntores. Para proteção contra surtos, utilize SPD na entrada AC e considerações de aterramento adequadas. Em ambientes corrosivos, prefira caixas com tratamento anticorrosivo e materiais inoxidáveis nas conexões.

Garantia e confiabilidade dependem do uso correto: evite sobredimensionamento excessivo (muito sobreprovisionamento térmico) e cargas capacitivas extremas na saída sem soft‑start. Consulte curvas de inrush e limite de corrente de partida para evitar disparos de proteção.

Importância, benefícios e diferenciais do guia Fonte Alimentação Industrial ICP DAS

Este guia consolida práticas e critérios técnicos, reduzindo tempo de especificação e erros de projeto. Profissionais ganham um roteiro para validar escolha de fonte, requisitos de certificação e integração com sistemas de controle. O conteúdo fornece bases para justificar decisões a compradores e auditores técnicos, com referências normativas e exemplos práticos.

Benefícios operacionais incluem maior disponibilidade (redução de downtime), ganhos de eficiência (PFC e altas eficiências reduzem perdas), e menor custo total de propriedade (TCO) devido a vida útil ampliada e manutenção preditiva. Fontes com diagnóstico remoto permitem agendar intervenções apenas quando necessário, poupando visitas de campo.

Diferenciais da ICP DAS destacam‑se em integração com I/O e gateways, suporte técnico com dados de MTBF/curvas térmicas e opções de firmware/monitoramento que facilitam integração em arquiteturas IIoT. Para aplicações que exigem essa robustez, a série Fonte de Alimentação Industrial da ICP DAS é a solução ideal. Confira as especificações e opções de redundância: https://www.lri.com.br/produtos/fonte-alimentacao-industrial-icp-das

Benefícios operacionais e econômicos

A substituição de fontes convencionais por modelos com PFC e maior eficiência reduz perdas em calor e consumo energético, normalmente gerando payback em 1–3 anos dependendo do duty cycle. Menos falhas elétricas reduzem custos de manutenção corretiva e evitam paradas de produção onerosas. Monitoramento remoto reduz visitas e melhora SLA.

Em termos de manutenção, fontes com hot‑swap e módulos redundantes garantem continuidade e simplificam substituições. Dados como MTBF e curvas de falha permitem planejar estoques de peças e contratos de manutenção preditiva. Redução de ripple diminui falhas em sensores e ADCs, melhorando qualidade de controle e redução de scrap.

A avaliação de TCO deve incluir eficiência energética, MTTR, custos de substituição e impacto de downtime. Modelos com diagnóstico agregam valor por reduzir o custo operacional associado a falhas inesperadas.

Diferenciais técnicos frente ao mercado

Diferenciais incluem PFC ativo integrado, ampla faixa de entrada com seleção automática, opções de comunicação para telemetria, e projetos que atendem rigorosas normas EMC. Recursos como ORing MOSFET para redundância com baixa queda de tensão e relés de falha configuráveis agregam valor funcional. Além disso, suporte técnico com curvas térmicas detalhadas e procedimentos de teste simplificam integração.

Em alguns modelos, o design EMC e filtros integrados evitam a necessidade de filtros externos caros, reduzindo custo e espaço no painel. Outras vantagens são opções de proteção contra curto com reset automático e diagnóstico de status via saída digital. Essas características tornam a ICP DAS competitiva para aplicações críticas.

Verifique sempre a documentação técnica para confirmações de certificações e desempenho; quando necessário, solicite relatórios de teste e provas de conformidade para homologação em projetos regulados.

Guia prático de instalação e uso da Fonte Alimentação Industrial ICP DAS

Seleção: escolha tensão e corrente com margem de 20–30% sobre a carga máxima, verifique inrush e necessidade de soft‑start. Para ambientes quentes, aplique derating; para cargas capacitivas grandes, confirme tolerância de startup. Considere redundância se disponibilidade for crítica.

Montagem: instale em trilho DIN com ventilação adequada; evite locais com acúmulo de poeira e calor. Mantenha separação entre fios de potência e sinais sensíveis para reduzir EMI. Utilize bornes corretamente torqued e aplique fita de identificação.

Comissionamento: verifique tensão de entrada, proteções, e faça teste de carga progressiva até 100% enquanto mede ripple e temperatura. Teste alarmes e comunicação. Documente resultados para validação.

Checklist antes da instalação

  • Confirme faixa de tensão de entrada e compatibilidade (AC/DC).
  • Verifique requisitos de certificação e ambiente (temperatura, IP).
  • Dimensione cabos e proteções (fusíveis/disjuntores) conforme norma.
  • Planeje aterramento único e roteamento de cabos para evitar loops.
  • Prepare ferramentas e materiais para troca hot‑swap, se aplicável.

Procedimento de instalação e cabeamento

Conecte a entrada AC com um disjuntor dedicado e SPD coordenado. A terra de proteção deve ser contínua e com baixa impedância; evite usar o mesmo condutor para sinais e potência. Use fusíveis rápidos para proteção de saída quando houver cargas sensíveis.

Para redundância, implemente ORing ideal com MOSFETs e sinalização de status. Em painéis complexos, segregue cabos de potência e comunicação e siga guidelines de EMC (twisted pair, shield grounded em um extremo).

Documente todas as conexões e etiquete fios. Aplique torque conforme fabricante nos bornes para evitar falhas por má conexão.

Comissionamento e testes funcionais

Execute verificação visual, medição de tensão sem carga e com carga progressiva. Meça ripple com osciloscópio e verifique alarmes de OVP/OCP. Teste procedimentos de failover em redundância e tempo de restauração.

Realize testes de temperatura com termopares para confirmar distribuição térmica. Valide entradas e saídas digitais/analógicas e comunicações (Modbus/OPC UA) se aplicáveis.

Registre todos os resultados e compare com os limites do datasheet para garantir garantia e conformidade.

Manutenção preventiva e resolução de falhas

Inspeções visuais trimestrais e limpeza periódica evitam acúmulo de poeira. Monitore temperaturas e alarmes via SCADA/IIoT. Substitua ventiladores e capacitores eletrolíticos conforme vida útil prevista.

Sinais de alerta: aumento constante da ripple, aquecimento localizado, alarmes recorrentes de proteção. Procedimento de diagnóstico: isolar carga, testar saída sem carga, medir ripple e resistência de isolamento.

Mantenha um inventário de peças críticas (fusíveis, módulos hot‑swap) e registre histórico de falhas para análise preditiva.

Integração com sistemas SCADA e IIoT para Fonte Alimentação Industrial ICP DAS

Fontes com interfaces digitais geram telemetria essencial: tensão, corrente, temperatura, alarmes e estado de redundância. Integração com SCADA permite gerar eventos, registrar históricos e acionar manutenções. Em arquiteturas IIoT, use gateways Edge para transformar dados em MQTT/HTTPS seguros.

Protocolos suportados variam: Modbus RTU/TCP, OPC UA, SNMP e MQTT são padrões em indústria. Mapear registradores para KPIs como Vout, Iout, temperatura e contadores de falha permite análises preditivas. Em alguns modelos, módulos de expansão fornecem conectividade nativa.

Segurança: implemente TLS/SSH, segmente redes industriais e use VPN para acesso remoto. Autenticação e controle de acesso evitam alterações inadvertidas em parâmetros críticos da fonte.

Protocolos e interfaces suportadas

  • Modbus RTU/TCP: mapeamento simples de registradores.
  • OPC UA: integração semântica com modelos de dados industriais.
  • MQTT: eficiente para telemetria em nuvem.
  • SNMP: monitoração básica via NMS.

Mapeie sinais de status para alarmes críticos e crie thresholds para notificação automática.

Arquitetura de monitoramento remoto e telemetria

Topologias típicas: sensores -> PLC/gateway -> concentrador Edge -> Nuvem/SCADA. Use gateways com buffer local para resilência em desconexões. Para alta disponibilidade, replique dados críticos e mantenha logs locais.

Implemente políticas de retenção e compressão para dados históricos. Utilize dashboards em tempo real para KPIs operacionais e relatórios para manutenção.

Segurança: segmente rede OT/IT, criptografe comunicações e aplique MFA para acesso remoto.

Boas práticas de integração com banco de dados e dashboards

Colete KPIs: Vout, Iout, Temp, Alarme, Horas online, Ciclos de failover. Padronize unidades e frequências de amostragem. Exporte em formatos compatíveis (JSON, CSV, OPC UA).

Implemente alertas por criticidade e dashboards com tendências de ripple e consumo. Use análises para planejar substituições e reduzir estoque.

Automatize relatórios para gestores e mantenha dashboards acessíveis para equipes de chão de fábrica.

Exemplos práticos de uso do guia fonte alimentação industrial da ICP DAS

Apresentamos três cenários típicos: estação de tratamento de água com redundância, painel OEM com sensibilidade a ruído e projeto IIoT com monitoramento remoto. Cada exemplo traz diagrama elétrico conceitual, dimensionamento e procedimentos de teste.

No caso da ETAR, a redundância é feita com duas fontes em ORing ideal, relé de falha e lógica no PLC para failover. Dimensione cargas críticas (telemetria, válvulas) com margem e inclua SPDs na entrada. Documente tempos de comutação e teste failover sob carga.

Em painéis OEM, reduza ripple com capacitores de saída e filtros LC próximos aos componentes sensíveis; mantenha a malha de terra curta e use blindagem para cabos de sinal. Para IIoT, configure thresholds e alarmes via MQTT e integre com plataforma cloud para análise preditiva.

Exemplo 1 — Estação de tratamento de água: redundância de alimentação

Problema: falhas de fonte causam interrupção em telemetria e bombas. Solução: duas fontes 24 VDC em ORing com MOSFET, monitoramento de corrente e alarme via relé. Dimensionamento: soma das cargas críticas + 30% margem por canal.

Procedimento: teste de failover injetando falha em uma fonte e cronometrando recuperação; validar comunicação do PLC. Verificar SPDs na entrada e aterramento singular.

Resultado esperado: continuidade de operação para cargas críticas, redução de downtime e alertas proativos.

Exemplo 2 — Painel de automação OEM: redução de ripple e sensibilidade a ruído

Problema: erros em leituras ADC devido a ripple. Solução: fonte com baixo ripple, filtros adicionais LC, layout com separação de sinais e referência de terra comum. Inclua bypass próximo ao ADC.

Procedimento: medir ripple com osciloscópio sob carga real e ajustar filtragem. Testar imunidade EMC conforme IEC 61000 séries.

Resultado: leituras estáveis, menor rejeição de produção e menos retrabalho.

Exemplo 3 — Projeto IIoT: monitoramento remoto de fontes críticas

Problema: manutenção corretiva frequente. Solução: integrar fonte com gateway Edge para enviar telemetria (V, I, Temp, Alarm). Configurar thresholds e notificações via MQTT/HTTP para cloud.

Procedimento: mapear registradores Modbus, testar alarme e reconciliação de dados após perda de conectividade. Validar segurança e autenticação.

Resultado: redução de visitas de campo, respostas mais rápidas a anomalias e dados para análises preditivas.

Comparação técnica: Fonte Alimentação Industrial ICP DAS vs produtos similares

Comparar critérios: potência, eficiência, diagnóstico, IP, certificações e custo. A ICP DAS foca integração com sistemas de automação e oferece opções com diagnóstico e comunicação, enquanto concorrentes podem se destacar em preço ou capacidades específicas (ex.: ultra‑alta potência). Avalie trade‑offs entre custo inicial e TCO.

Matriz comparativa típica inclui potência, PFC, eficiência, MTBF, presença de relés de alarme, opções redundantes e conformidade EMC. Para cada aplicação, priorize os critérios que impactam disponibilidade e segurança. Documente justificativa técnica para escolha em especificações do projeto.

Erros comuns: subdimensionamento da corrente, ignorar derating térmico, má prática de aterramento e falta de coordenação de proteção com SPDs e disjuntores. Evitar esses erros reduz falhas e retrabalho.

Matriz comparativa (funcionalidades e custos)

  • Critérios: potência, eficiência, PFC, diagnóstico, IP, custo inicial, TCO.
  • Recomendação: para crítica alta escolha ICP DAS com diagnóstico; para custo sensível, avaliar alternativas com suporte local.
  • Observação: sempre pedir relatório de testes EM C e curvas térmicas.

Erros comuns na escolha e instalação

  • Subdimensionamento de corrente e corrente de partida.
  • Não considerar derating em altas temperaturas.
  • Aterramento inadequado e roteamento de cabos.
  • Falta de SPDs/coordenação de proteção.

Perguntas técnicas frequentes e respostas rápidas

  • Q: Posso usar uma fonte de 24 V para cargas 12 V? A: Não sem conversor DC/DC; gere aquecimento e perda de precisão.
  • Q: Como medir ripple? A: Osciloscópio com sonda de massa curta e carga representativa.
  • Q: Quando usar redundância? A: Quando downtime gera prejuízo maior que custo da redundância.

Considerações de projeto e detalhes técnicos avançados

Análise térmica é essencial: calcule potência dissipável, fluxo de ar e pontos quentes. Use curva de derating do fabricante e adote ventilação forçada se necessário. Simulações CFD podem ser úteis em painéis compactos.

Mitigação de transientes: filtros de entrada, MOVs e SPDs coordenados na entrada AC, além de snubbers e supressão de comutação na saída para cargas indutivas. Compatibilidade EMC: siga IEC 61000 normas para imunidade e emissão; utilize filtros e layout adequado.

Coordenação de proteção: selecione fusíveis/disjuntores com curvas que permitam inrush sem abrir e combinados com proteção de saída da fonte. Documente coordenação para inspeção e manutenção.

Dimensionamento térmico e de dissipação

  • Regra prática: não opere próximo ao limite térmico; mantenha 10–20% de margem.
  • Calcule dissipação: P_loss = (1 − η) × P_out.
  • Use ventilação, dissipadores e espaçamento mecânico.

Proteções elétricas e coordenação com dispositivos de proteção

  • Use fusíveis rápidos para cargas capacitivas; disjuntores de curva C/D para proteção geral.
  • Coordene SPD com nível de proteção e energia incidente.
  • Documente seletividade para permitir manutenção sem alternativas.

Conclusão

A fonte alimentação industrial ICP DAS é um componente crítico em arquiteturas industriais modernas, oferecendo opções de robustez, eficiência e integração que impactam diretamente disponibilidade e TCO. Este guia forneceu critérios de seleção, práticas de instalação, exemplos de aplicação e orientações de integração com SCADA/IIoT para apoiar decisões técnicas de engenharia. Para prosseguir com uma avaliação técnica ou solicitar cotação, reúna especificações de carga, ambiente e requisitos normativos para agilizar o suporte.

Solicite suporte técnico ou cotação enviando: modelo desejado, carga esperada, temperatura ambiente, certificações exigidas e prioridades (redundância, monitoração). Recomenda‑se um teste em bancada (POC) com monitoramento de ripple e testes de failover antes da implantação em campo. Interaja conosco: deixe perguntas e comentários abaixo para discutirmos casos específicos ou dúvidas de projeto.

Referência: para mais artigos técnicos consulte: https://blog.lri.com.br/

Incentivo: comente suas dúvidas, compartilhe experiências de instalação e pergunte sobre integração com seu SCADA/IIoT — estamos prontos para ajudar.

Leandro Roisenberg

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